Número de empresas de mulheres tem grande crescimento na América Central
BR

17 dezembro 2019

Novo relatório da Organização Internacional do Trabalho, OIT, indica que fatores como condições precárias, falta de perspectivas de carreira e ausência de oportunidades bem remuneradas levaram muitas mulheres a iniciar seus próprios negócios.

Entre 1991 e 2018, a participação de empresas pertencentes a mulheres na América Central aumentou quase 60%, passando de 13,9% para 24,5%. É o que indica um novo relatório da Organização Internacional do Trabalho, OIT, publicado na segunda-feira.

De acordo com o estudo, mulheres empresárias também eram mais instruídas do que os homens em países como Costa Rica e Panamá. Foto: Banco Mundial/Simone D. McCourtie

Entre os fatores que levaram muitas mulheres a iniciar seus próprios negócios, estão condições econômicas precárias, falta de perspectivas de carreira nas empresas e a ausência de oportunidades de emprego bem remuneradas.

Sucesso

Estudos mostram que, em média, 22,3% dos empresários na Costa Rica são mulheres, 29% em El Salvador, 15,3% no estado de Chihuahua, no México, e 22,4% no Panamá.

O relatório “Mulheres nos Negócios na América Central” diz que este sucesso pode ser influenciado pelo tamanho do negócio, os setores econômicos em que elas operam, educação e experiência profissional.

Lucros

De acordo com o estudo, mulheres empresárias também eram mais instruídas do que os homens em países como Costa Rica e Panamá. Em El Salvador, tinham níveis semelhantes de educação.

Nos quatro países, no entanto, os níveis médios de lucro dos negócios administrados por mulheres eram menores do que os geridos por homens. No Panamá, por exemplo, os lucros médios mensais para trabalhadores por conta própria e empregadores foram mais altos do que para mulheres, em mais de 78% e 40%, respectivamente.

Quanto maiores os lucros, mais diferença existe entre homens e mulheres. Nos 10% mais altos, as mulheres ganham em média US$ 663 menos que os homens.

Costa Rica

Na Costa Rica, o estudo constatou que quanto mais experiência as mulheres têm na administração de um negócio, mais bem-sucedidas elas se tornam.

Embora empresas relativamente jovens, com até nove anos de operação, sejam mais lucrativas quando administradas por homens, esse não é o caso em empresas mais antigas. Essas empresas podem ser tão lucrativas ou até ganhar mais do que aquelas gerenciadas por homens.

Investimento

A diretora do escritório de atividades empregadoras da OIT, Deborah France-Massin, destacou que “melhorar o acesso ao financiamento ou a um custo acessível de capital por meio do banco de desenvolvimento para mulheres é uma etapa crítica para apoiar seus empreendimentos e permitir que tenham mais sucesso quando seus negócios estiverem crescendo.”

O relatório destaca a necessidade de políticas para estimular o empreendedorismo das mulheres. A melhoria da qualidade, cobertura e acesso à educação, assim como o aprimoramento de competências, também podem aumentar significativamente a probabilidade de as mulheres empregadoras serem bem-sucedidas.

 

 

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