Perto do final da COP 25, Guterres pede que Estados-membros transmitam mensagem de ambição ao mundo
BR

13 dezembro 2019

Delegações nacionais debatem acordo final de Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas; chefe da ONU pediu aos países que se apoiem fortemente na ciência e se comprometam com ações mais fortes.

No último dia da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, COP 25, o secretário-geral, António Guterres, fez um apelo aos delegados de todos os Estados-membros para “que transmitam uma mensagem de ambição ao mundo”.

Ele pediu que todos alinhem "seus objetivos com a ciência" para garantir que "as temperaturas não subam acima de 1,5°C até o final do século".

O secretário-geral da ONU, António Guterres, discursou na reunião de alto nível da Conferência sobre Mudança Climática da ONU, COP 25, em Madri, Unfccc

Acordo de Paris

Guterres enfatizou que "é necessário um espírito de compromisso para a conclusão bem-sucedida dos regulamentos relacionados à implementação do Acordo de Paris", que foi aprovado em 2015. O acordo, assinado por 193 países, pretende limitar os danos causados ​​por um mundo que está se tornando mais quente.

O chefe da ONU também destacou a importância de "mostrar um compromisso muito forte e uma ambição muito forte na ação climática.”

União Europeia

Nesta sexta-feira, o secretário-geral parabenizou a União Europeia pela decisão de avançar com o compromisso com a neutralidade do carbono até 2050. Ele disse que este é um exemplo de ação climática "a ser seguido em todo o mundo".

No bloco de 28 países-membros, somente a Polônia, que é dependente de carvão, decidiu que não iria assumir o compromisso.

De acordo com seu porta-voz, o chefe da ONU continua a se reunir com vários participantes da conferência, enquanto os debates seguem durante a noite. As discussões podem continuar até sábado.

Discussões

Falando a jornalistas, o coordenador da presidência da conferência, Andres Landerretche, lembrou que era necessário um consenso entre os 193 Estados antes da conclusão da conferência. Ele reconheceu que “as negociações sempre foram muito difíceis”.

Para Landerretche, a questão das finanças é o “elemento-chave” das negociações finais. Ele explicou que “alguns grupos pedem mais financiamento para avançar com os planos de ação climática”, incluindo transferência de tecnologia e capacitação.

O coordenador enfatizou que, embora os governos sejam responsáveis ​​pelas decisões estruturais, também precisa acontecer uma mudança cultural e todos devem “estar a bordo".

 

 

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