Casos de ebola voltam a aumentar na República Democrática do Congo
BR

14 dezembro 2019

Violência e ataques obrigaram a diminuir a resposta das agências humanitárias; desde o início do surto, em agosto do ano passado, mais de 2,2 mil pessoas morreram da doença.

A República Democrática do Congo registrou um aumento no número de casos de ebola devido à violência de grupos armados em comunidades remotas, informou a Organização Mundial da Saúde, OMS.

De acordo com a agência, 27 novos casos foram identificados na semana passada no leste do país. O número representa três vezes mais do que o número médio de contaminações nos últimos 21 dias.

Vítimas do ebola enterradas no cemitério Kitatumba, no Butembo, no leste da República Democrática do Congo.
Vítimas do ebola enterradas no cemitério Kitatumba, no Butembo, no leste da República Democrática do Congo, ONU/Martine Perret

Perigos

Falando a jornalistas em Genebra, o especialista da OMS, Michel Yao, disse que a área mais afetada pelo vírus é “infelizmente a área com mais insegurança.”

A OMS afirma que o desenvolvimento é “preocupante”, mas lembra que as taxas atuais de infecção estão bem abaixo dos 120 casos por semana relatados durante o pico do surto, no final de abril.

Além disso, o vírus está agora restrito a quatro zonas de saúde, quando chegou a afetar 29, nos distritos de Kivu do Norte, Kivu do Sul e Ituri.

Ataques

No final de novembro, ataques a profissionais de saúde e clínicas de obrigaram a reduzir, de forma significativa, o trabalho de localizar pessoas que entraram em contato com pacientes e vaciná-las.

O especialista da OMS afirmou que “quando não existe acesso, não se pode vacinar os contatos e outras pessoas em risco.” Também não é possível confirmar novos casos de infecção e prestar assistência médica.

A ONU estima que até 100 grupos armados operem na vasta região florestal do leste do país, na fronteira com Uganda, Ruanda e Burundi. Além de causar problemas na resposta ao ebola, os ataques provocaram uma crise humanitária e ameaçaram a distribuição de ajuda.

Ponte aérea

Para garantir que os cuidados continuem, a OMS lançou esta semana uma operação diária de helicópteros para as comunidades em risco. Os funcionários da agência administraram as primeiras vacinas na quinta-feira;

Desde o início do surto, em agosto do ano passado, 2.210 pessoas morreram da doença.

 

 

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