Paridade entre homens e mulheres na política é a próxima conquista do mundo lusófono
BR

8 dezembro 2019

Em entrevistas exclusivas, autoridades de Angola, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe comemoram avanços e reforçam papel da educação e do empreendedorismo na busca por mais oportunidades

O Intercâmbio Brasil-África pela Proteção da Mulher, realizado nesta semana em Brasília, reuniu delegações de cinco países africanos de língua portuguesa.

O encontro, realizado pelo Banco Mundial e pela Secretaria da Mulher do Distrito Federal, promoveu a troca de experiências em áreas de empoderamento feminino e enfrentamento da violência contra a mulher. Um dos temas debatidos foi como aumentar a participação das mulheres na política e em cargos de decisão.

Mariana Ceratti, do Banco Mundial Brasil, conversou com três autoridades, que falaram sobre as conquistas e os obstáculos vividos pelas mulheres em seus países.

Angola: Cândida Maria Guilherme Narciso - Deputada

 

Angola tem 52% de mulheres na população e 30% de mulheres na Assembleia Nacional, ou seja, 66 mulheres em um universo de 220 deputados. Para a deputada Cândida Maria Guilherme Narciso, as cotas para mulheres nos partidos políticos são importantes para alcançar a igualdade na participação política.

A parlamentar ainda destacou o desafio de universalizar o acesso a educação para as angolanas.

"É preciso contar com a mão de obra, com o conhecimento dessa grande massa que somos nós, as mulheres, por todas as nossas valências, por toda a nossa forma de ser e de estar.”

Cabo Verde: Maritza Rosabal - Ministra da Educação, Família e Inclusão Social

 

A ministra da Educação, Família e Inclusão Social de Cabo Verde, Maritza Rosabal, falou sobre a última grande conquista das cabo-verdianas: a Lei de Paridade, aprovada no Parlamento em 31 de outubro. A lei estabelece a representação mínima de 40% de cada um dos sexos nas listas de candidatura aos órgãos colegiais do poder político. Além disso, os conselhos de administração e outros cargos de nomeação na administração pública, empresas públicas, empresas com participação do Estado e institutos públicos devem ter representação paritária.

"O desafio maior agora é a implementação desta lei. Nós precisamos não só de mulheres em quantidade no poder, mas também com qualidade, comprometidas.”

São Tomé e Príncipe: Ivete Santos Lima Correia - Ministra da Justiça, Administração Pública e Direitos Humanos de São Tomé e Príncipe

 

A Ministra da Justiça, Administração Pública e Direitos Humanos de São Tomé e Príncipe, Ivete Santos Lima Correia, elogiou o espírito empreendedor das mulheres do país. Ela enfatizou a necessidade de dotar as mulheres de mais capacitação, encorajamento e autoestima para conquistar melhores oportunidades econômicas.

"Já tivemos mulheres que ocuparam o cargo de primeira-ministra, ministra das finanças, deputadas, presidente da Assembleia, mas ainda há muito o que fazer, particularmente no que diz respeito a formação.”

 

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