Mulheres retratam desafios comuns no espaço lusófono na África e nas Américas
BR

4 dezembro 2019

Em entrevistas exclusivas, ativistas e políticas do Brasil, da Guiné-Bissau e de Moçambique falam sobre temas como igualdade de gênero, violência contra mulheres, vida política e progressos nos direitos femininos; mas dizem que ainda há longo caminho a percorrer.

O Intercâmbio Brasil-África pela Proteção da Mulher, que encerra nessa quarta-feira em Brasília, está reunindo delegações de cinco países africanos de língua portuguesa. O encontro, realizado pelo Banco Mundial e pela Secretaria da Mulher do Distrito Federal, busca promover a troca de experiências em áreas de empoderamento feminino e enfrentamento da violência contra a mulher.

Mariana Ceratti, do Banco Mundial Brasil, conversou com três participantes do evento, que falaram sobre as dificuldades enfrentadas pelas mulheres em seus países.

Brasil: Samara Nunes - líder sindical de trabalhadores domésticos

Durante o Intercâmbio Brasil-África pela Proteção da Mulher, Samara Nunes, líder sindical de trabalhadores domésticos, enfatizou que afrodescendentes e pobres ainda estão entre os grupos mais vulneráveis do país.

A líder sindical, que atua no Distrito Federal e nas cidades do Entorno, conhece bem os desafios dos trabalhadores domésticos da região.

Guiné-Bissau: Maimuna Sila – presidente do Instituto da Mulher e da Criança

A instabilidade política em Guiné-Bissau, que dura desde 1998, prejudicou mulheres e meninas porque inviabilizou tanto a implementação de políticas públicas como a coleta de dados sobre os principais desafios das guineenses. Essa é a avaliação da advogada Maimuna Sila, uma das participantes do evento.

Sila tem esperança de que, com o processo de paz no país, seja possível criar e levar a cabo políticas públicas para enfrentar problemas como a falta de acesso das mulheres a recursos importantes, como água e energia.

Moçambique: Deputada Antónia Charre – presidente da Comissão dos Assuntos Sociais, Gênero, Tecnologias e Comunicação Social

Na entrevista, Charre conta como as leis avançaram para evitar as uniões matrimoniais precoces e solucionar outras questões em Moçambique.  Ela destaca ainda como o país também mudou sua legislação para proteger as mulheres que vivem em união estável de modo que elas tenham acesso a bens e direitos caso o relacionamento termine.

 

 

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