Em dia mundial, ONU lembra vítimas de guerra química
BR

30 novembro 2019

Cerimônia em Haia homenageou memória de pessoas que perderam a vida; mais de 97% de todos os estoques de armas químicas foram destruídos nas últimas duas décadas.

Este sábado, 30 de novembro, marca o Dia em Memória das Vítimas de Guerra Química.

Placa que marca a abertura da sede da Opaq. Foto: Opaq

A Organização para a Proibição de Armas Químicas, Opaq, diz que a data é “uma oportunidade de prestar homenagem às vítimas e reafirmar o compromisso de eliminar a ameaça de armas químicas.”

Cerimônia

Na sexta-feira, o dia foi marcado com uma cerimônia na sede da Opaq, em Haia, na Holanda. O encontro aconteceu na Sala Ieper, que tem o nome do local onde aconteceu o primeiro ataque de armas químicas em larga escala, em abril de 1915, na Bélgica, durante a 1ª Guerra Mundial.

O diretor-geral da Opaq, Fernando Arias, disse que o dia serve “para respeitar a memória das vítimas e honrar a coragem dos sobreviventes.” Segundo ele, o objetivo é que “o trágico legado de sofrimento humano deixado por armas químicas nunca seja esquecido."

Os participantes depositaram coroas de flores em um memorial que existe no edifício e fizeram um minuto de silêncio.

Sucesso

Com 193 países-membros, a Opaq é a organização responsável pela implementação da Convenção sobre Armas Químicas, que estabeleceu em 1997 o objetivo de eliminar permanentemente este tipo de armamento.

A Opaq diz que, desde a entrada em vigor, a Convenção “é o tratado de desarmamento mais bem-sucedido, eliminando toda uma classe de armas de destruição em massa.”

Mais de 97% de todos os estoques de armas químicas declarados pelos Estados-membros foram destruídos com verificação da Opaq. Devido a esses esforços, a organização recebeu o Prêmio Nobel da Paz de 2013.

 

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