Dois candidatos na reta final das presidenciais na Guiné-Bissau; ONU elogia pleito BR

Mulher nos arredores de Bissau vota nas eleições legislativas.
Alexandre Soares
Mulher nos arredores de Bissau vota nas eleições legislativas.

Dois candidatos na reta final das presidenciais na Guiné-Bissau; ONU elogia pleito

Assuntos da ONU

Os ex-primeiros-ministros Domingos Simões Pereira e Umaro Sissoco Embaló obtiveram a maioria dos votos depositados nas urnas no último domingo; representante do secretário-geral em Bissau, Rosine Sori-Coulibaly parabenizou o povo do país por eleição pacífica.

O Escritório das Nações Unidas na Guiné-Bissau, Uniogbis, elogiou a realização pacífica das eleições presidenciais no país africano de língua portuguesa, realizadas no domingo, 24 de novembro.

Em comunicado, a chefe do Uniogbis e representante especial do secretário-geral da ONU, em Bissau, Rosine Sori-Coulibaly, disse que a ONU continuará apoiando o processo eleitoral e os guineenses.

O Escritório Integrado da ONU para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau, Uniogbis, foi estabelecido em 1999 e vai ser encerrado no final de 2020
O Escritório Integrado da ONU para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau, Uniogbis, foi estabelecido em 1999 e deve ser encerrado no final de 2020, by ONU News/Alexandre Soares

Profissionalismo

Resultados preliminares indicam que os ex-primeiros-ministros, Domingos Simões Pereira, do Paigc, e Umaro Sissoco Embaló do Madem G-15, passaram ao segundo turno.

Segundo agências de notícias, Simões Pereira saiu na frente com mais de 40% dos votos. Em segundo lugar ficou Sissoco Embaló com mais de 27%. A segunda volta da disputa na Guiné-Bissau deve ocorrer em 29 de dezembro.

No comunicado, a representante da ONU no país disse que os guineenses demonstraram responsabilidade cívica e sentido de dever patriótico.

Rosine Sori-Coulibaly também elogiou o que chamou de “trabalho árduo,  profissionalismo e empenho da Comissão Nacional de Eleições (CNE), das Comissões Regionais de Eleições (CREs)”, de todos os candidatos e eleitores.

Segundo as Nações Unidas e observadores internacionais, o processo eleitoral na Guiné-Bissau foi seguro e eficiente. Nenhuma queixa formal foi registrada durante o pleito. A votação foi considerada transparente e pacífica.

Para a chefe do Escritório da ONU no país, o vencedor das eleições deve ser o povo guineense que busca iniciar um novo capítulo de estabilidade e trabalho conjunto em paz para o seu país.