Seis migrantes da Líbia morrem em tentativa de travessia para a Europa
BR

22 novembro 2019

Guarda costeira do país resgatou corpos; outras dezenas de pessoas foram retiradas das águas; Organização Internacional para Migrações, OIM, fala sobre piora de segurança.

Pelo menos seis pessoas morreram numa travessia, por mar, da Líbia para a Europa. Os corpos de migrantes chegaram, nesta sexta-feira, a Khums, no litoral líbio.  

A Organização Internacional para Migrações, OIM, disse que a guarda costeira da Líbia transportou 90 migrantes resgatados ou interceptados na rota de chegada à Europa.

Vista aérea de Trípoli, capital da Líbia. Foto: ONU/Abel Kavanagh

Vulnerabilidade

O enviado especial do secretário-geral para a Líbia, Ghassam Salamé, disse ao Conselho de Segurança que migrantes e refugiados em situação de vulnerabilidade continuam sendo uma grande preocupação no país.

O representante afirmou que estes grupos estão expostos a assassinatos, tortura e maus-tratos além de serem privados de seus direitos humanos básicos.

A informação sobre o transporte das vítimas foi dada horas depois de a porta-voz da OIM, Safa Msehi, ter informado que a agência está alarmada com os recentes incidentes na Líbia.

Nos últimos dois dias, pelo menos nove barcos transportando mais de 600 migrantes foram descobertos na rota do Mediterrâneo Central. Uma décima embarcação chegou à ilha de Lampedusa, na Itália, com 74 pessoas a bordo.

Bombardeamentos

Para a OIM, o “aparente aumento de partidas de migrantes da Líbia acontece num momento em que ocorrem os bombardeios mais pesados desde o início da onda de violência” na capital, Trípoli, em abril passado.

A agência reafirmou o apelo feito à União Europeia e à União Africana para que façam “uma mudança urgente” na forma de se abordar a situação na Líbia.

Para a OIM, o país do norte de África “não é um porto seguro”. A agência quer ação imediata para se desmantelar o atual sistema de detenção e encontrar soluções alternativas para proteger a vida de milhares de migrantes.

Unicef/Alessio Romenzi
Migrantes num centro de detenção em Tripoli, na Líbia.

 

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