Aiea: Irã deve cooperar com agência atômica da ONU sobre programa nuclear
BR

21 novembro 2019

Diretor-geral interino, Cornel Feruta, diz que país precisa colaborar para resolver “questões em aberto”; há relatos de uso de partículas de urânio que não tinham sido declaradas; na próxima semana, técnicos da Aiea viajarão a Teerã, capital do Irã, para reuniões sobre o tema.

A Agência Internacional de Energia Atômica, Aiea, emitiu um comunicado, nesta quinta-feira, afirmando que o Irã deve ajudar a responder algumas perguntas sobre seu programa nuclear.

A declaração foi feita pelo chefe interino da agência, Cornel Feruta.

Irã ainda não se pronunciou sobre a presença de partículas de urânio, de origem antropogênica, num local que não foi declarado à agência. Foto: Aiea

Acordo

Segundo ele, o Irã ainda não se pronunciou sobre a presença de partículas de urânio, de origem antropogênica, num local que não foi declarado à agência.

O relato sobre a presença de urânio foi feito ao Conselho Diretor da Aiea no último dia 7.  Feruta contou que manteve contatos com o Irã sobre a descoberta, mas que o país não enviou nenhuma informação adicional mantendo o caso em aberto.

Na próxima semana, a Aiea deve se reunir com autoridades iranianas na capital do país, Teerã, para debater o tema.

Para Feruta, é fundamental que o país coopere com a agência da ONU de forma integral para implementar o Acordo de Salvaguardas e o Protocolo Adicional.

Acesso

Os documentos propiciam à Aiea amplos direitos de acesso às instalações iranianas para monitorar o programa nuclear do país, que o Irã afirma ser de uso exclusivo para geração de energia.

A Aiea tem Protocolos Adicionais com 136 países incluindo o Irã.

Durante a reunião com o Conselho Diretor, o chefe interino da agência afirmou que a Aiea também está monitorando o programa da Coreia do Norte com base em imagens de satélite. Ele pediu ao governo norte-coreano que cumpra suas obrigações previstas em resoluções do Conselho de Segurança sobre o tema.

Desde 2009, inspetores nucleares da agência não têm acesso às instalações do país asiático.

Feruta fez o mesmo apelo à Síria.

O chefe da Aiea também atualizou os integrantes do Conselho sobre ações da Aiea de apoio à energia nuclear e de treinamento em workshops para técnicas de radioterapia em países da África, da Europa e da região da Ásia-Pacífico.

Na Namíbia, por exemplo, um treinamento em alimentação e agricultura, em parceria com a FAO, está ajudando agricultores a reduzir a quantidade de água na irrigação em até 40%.

 

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