ONU destaca acordo comercial que pode duplicar setor de manufatura em África
BR

20 novembro 2019

Potencial da Área de Livre Comércio Continental Africana é tema do Dia da Industrialização da África; continente está crescendo mais do que média mundial, mas secretário-geral diz que precisa crescer ainda mais.

No Dia da Industrialização da África, marcado nesse 20 de novembro, as Nações Unidas estão destacando a Área de Livre Comércio Continental Africana, aprovada em 2018.

Em mensagem, o secretário-geral da ONU, António Guterres, diz que o acordo “impulsionará a transformação econômica regional e o desenvolvimento sustentável.”

Crescimento

Para o chefe da ONU, “o desenvolvimento industrial tem uma importância crítica para o crescimento econômico sustentável e inclusivo nos países africanos.”

O setor da manufatura está crescendo mais rapidamente no continente do que a média mundial, mas Guterres diz que “esse ritmo precisa ganhar ainda mais velocidade.”

O novo acordo comercial, assinado por 44 países-membros, criou um mercado de mais de US$ 3 trilhões e uma base de consumidores de mais de 1,3 bilhão de pessoas. O tratado deve dobrar o setor de manufatura no continente até 2025 e gerar milhões de empregos.

Desenvolvimento sustentável

António Guterres pede ainda que os países “adotem uma abordagem completa para sua política industrial.” Segundo ele, devem ser usadas parcerias e estratégias de industrialização que criem oportunidades econômicas e tenham em conta a mudança climática.

Em 2016, a Assembleia Geral aprovou uma resolução declarando o período entre 2016 e 2015 como a Terceira Década Industrial para África.

Guterres diz as Nações Unidas continuam empenhadas em ajudar nesses esforços. O continente tem o apoio da organização para alcançar os objetivos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e a Agenda 2063 da União Africana.

Acordo

Atualmente, o comércio entre países africanos representa apenas 15% do total de bens negociados na região. Esse valor compara com cerca de 47% entre países das Américas, 61% da Ásia e 67% da Europa, segundo dados da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, Unctad.

A agência diz que se o novo acordo for totalmente implementado, o Produto Interno Bruto, PIB, da maioria dos países africanos poderá aumentar entre 1% e 3%.

 

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