Cheias no leste da África já afetaram mais de 2,5 milhões de pessoas

9 novembro 2019

Outubro marcou piora de chuvas iniciadas em julho; Organização Mundial da Saúde aumenta resposta em países como Sudão do Sul e Somália; precipitação anormal deve continuar até dezembro.

Chuvas fortes e inundações no leste da África já afetaram pelo menos 2,5 milhões de pessoas, informou o Escritório de Coordenação da Assistência Humanitária, Ocha.

A situação começou em julho, mas piorou no final de outubro. As cheias forçaram milhares de pessoas a abandonar suas causas e destruíram propriedades, plantações e criações de gado.

Sudão do Sul

Entre os países mais afetados estão Sudão do Sul, Etiópia, Sudão, Somália, Quênia e Uganda.

No Sudão do Sul, as inundações devastaram grandes áreas do país, afetando cerca de 900 mil pessoas. Cerca de 420 mil precisam de assistência humanitária urgente.

Na sexta-feira, o Fundo Central de Resposta de Emergência da ONU, Cerf, anunciou a mobilização de US$15 milhões para prestar ajuda urgente a cerca de 620 mil pessoas em necessidades como abrigo, saúde, alimentos e higiene.

Afetados

Em muitos países, as inundações agravaram situações que já eram graves, causadas por secas recorrentes e violência e conflito.

Na Etiópia, 570 mil pessoas foram afetadas, incluindo mais de 202 mil que tiveram de sair de suas casas. No Sudão, onde as chuvas perturbaram cerca de 346 mil homens e mulheres. Águas paradas causam surtos de doenças, como cólera e dengue.

Na Somália, existem 370 mil deslocados. No Quênia, mais de 100 mil pessoas foram afetadas. Na Tanzânia, morreram mais de 40 pessoas.

Segundo o Ocha, “prevê-se que as chuvas continuem acima de níveis normais durante os meses de novembro e dezembro, com risco de mais inundações.”

Saúde

A Organização Mundial da Saúde, OMS, aumentou a sua resposta nestes países. Segundo a agência, “as populações enfrentam um risco maior de doenças ou morte por doenças transmitidas pela água e outras doenças que se espalham facilmente em abrigos temporários superlotados.”

Juntamente com governos, outras agências e parceiros, a OMS trabalha para reduzir o risco de surtos de cólera, febre tifoide e outras doenças infecciosas.

A agência lembra que no Sudão do Sul, 60% das áreas atingidas já enfrentavam níveis extremos de desnutrição. Desde o início das chuvas, em julho, 42 centros de nutrição foram forçados a suspender seus serviços.

Na Somália, muitos distritos atingidos lidam com surtos de cólera e existe acesso limitado a cuidados de saúde. Com muitas estradas intransitáveis ​​e um surto de malária e diarreia, a agência diz que a situação é crítica.

Impacto

Para outros países, a OMS envia equipes de resposta rápida e distribui equipamentos médicos e mosquiteiros.

Para avaliar o impacto das inundações, outros riscos e possíveis lacunas, especialistas da agência acompanham a situação em todos os países afetados.

 

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