Senegalesa que atua contra a exploração e abuso sexual ganha Prêmio de Polícia Feminina da ONU
BR

5 novembro 2019

Vencedora da edição de 2019 trabalha na Missão das Nações Unidas na RD Congo e lidera Rede de Mulheres Policiais da organização; prêmio foi entregue em Nova York durante 14ª Semana da Polícia das Nações Unidas.

A nova vencedora do Prêmio de Polícia Feminina das Nações Unidas é uma senegalesa que lidera uma força-tarefa contra a exploração e abuso sexuais na República Democrática do Congo, RD Congo.

O prêmio de Oficial de Polícia Feminina do Ano das Nações Unidas foi criado em 2011 para reconhecer contribuições excepcionais de policiais femininas. Foto: ONU

A major Seynabou Diouf faz parte da Missão de Estabilização da Organização das Nações Unidas no país, Monusco, e trabalha em Goma, na região oriental de Kivu do Norte.

Rede de Mulheres

A vencedora da edição do prêmio de 2019, também lidera a Rede de Mulheres Policiais da ONU, que conecta policiais para orientação, treinamento, desenvolvimento profissional e apoio mútuo.

Ao escolher a Major Diouf, o comitê de seleção elogiou seu serviço exemplar, que tem um impacto direto e positivo na comunidade e na polícia nacional congolesa.

Cerimônia

A cerimônia de entrega do prêmio aconteceu nesta terça-feira em Nova Iorque, durante a 14ª Semana da Polícia das Nações Unidas. Chefes de componentes policiais da ONU e especialistas da polícia de 14 operações de manutenção da paz, missões políticas especiais e escritórios regionais discutem tópicos relacionados ao desempenho, fortalecimento de conduta e disciplina e sustentação da paz por meio da promoção dos direitos humanos.

A boina-zul disse que “não existe nada mais motivador que o reconhecimento pelo trabalho duro.” Ela acrescentou que com o prêmio se sente ainda mais incentivada “a fazer mais”.

A policial prometeu que continuará a “promover os direitos das mulheres, a se pronunciar contra a violência sexual baseada no gênero e também a combater a marginalização e a prática religiosa e costumeira discriminatória voltada para mulheres e meninas.”

Policiais

O subsecretário-geral das Nações Unidas para Operações de Paz, Jean-Pierre Lacroix, lembrou que em todas as missões da ONU, “as policiais são um elemento essencial na sensibilização e no treinamento sobre exploração e abuso sexuais.”

Para ele, “redes de oficiais femininas, como a que a Major Diouf lidera na Monusco, ajuda a prevenir, combater e investigar ofensas relacionadas à exploração sexual e abuso, promovendo a política de tolerância zero da organização.”

Lacroix enfatizou que quanto mais mulheres houver nas operações de manutenção da paz, mais eficazes elas serão.

O prêmio de Oficial de Polícia Feminina do Ano das Nações Unidas foi criado em 2011 para reconhecer contribuições excepcionais de policiais femininas para a manutenção da paz da ONU e para promover o empoderamento das mulheres.

Seleção

A major Diouf foi selecionada entre 30 indicações de oito missões de paz. Sua experiência anterior na ONU inclui atuações com a Missão da ONU para a União Africana em Darfur, Unamid, e a Missão Multidimensional Integrada de Estabilização das Nações Unidas no Mali, Minusma.

No Mali, ela abordou questões de má conduta e bem-estar. A major tem uma carreira de 33 anos com a Polícia Nacional do Senegal.

Atualmente, quase 10 mil policiais da ONU são destacados em operações de paz, ajudando a melhorar a paz e a segurança internacionais, apoiando os Estado-membros em situações de conflito, pós-conflito e outras crises.

Ao comentar a premiação, o assessor de polícia das Nações Unidas, Luis Carrilho, destacou que “através de seu trabalho para apoiar sobreviventes de violência sexual através da Rede de Mulheres Policiais da ONU na Monusco, juntamente com suas iniciativas para fortalecer o policiamento comunitário com a Polícia Nacional do Congo, a Major Diouf incorpora o espírito do prêmio e os valores centrais da Organização.” Para o representante, "ela é uma inspiração para todos."

O Senegal é o maior contribuinte da polícia para as operações de paz da ONU e está entre os cinco principais Estados que apoiam a organização com mulheres policiais.

 

 

 

 

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