Disputa comercial entre EUA e China está prejudicando economia dos dois países
BR

5 novembro 2019

Novo estudo de agência da ONU diz que preços estão subindo para os consumidores nos Estados Unidos; queda de importações dos produtos sujeitos a tarifas ultrapassou 25%.

As tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos e China estão prejudicando a economia dos dois países, afirma um novo estudo da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, Unctad.

Desde meados de 2018, as duas partes estão envolvidas em uma disputa comercial com várias rondas de tarifas retaliatórias. Segundo a nova pesquisa, as importações dos produtos sujeitos a tarifas caíram mais de 25%.

Diferenças

Tarifas aumentaram preços nos Estados Unidos e diminuiram exportações na China, ©MSC shipping

A pesquisa afirma que a situação “provocou uma queda acentuada no comércio bilateral, preços mais altos para consumidores e desvio comercial, com um aumento das importações de países não envolvidos.”

A análise também conclui que os efeitos estão aumentando com o tempo, mas são diferentes nos dois países.

Nos Estados Unidos, os efeitos são, sobretudo, sentidos pelos consumidores, que pagam preços mais altos. Na China, as perdas afetam mais as empresas, com perdas nas exportações.

A análise também destaca alguns indicadores que mostram que as empresas chinesas começaram recentemente a absorver parte dos custos das tarifas, reduzindo os preços de suas exportações.

Benefícios

Segundo o estudo, enquanto a China e os Estados Unidos perdem bilhões na disputa comercial, algumas economias estão ganhando, incluindo México, União Europeia e Vietnã.

Na China, os setores mais afetados pela redução das exportações foram maquinaria e equipamento de escritório, com uma redução total US$ 15 bilhões nos primeiros seis meses de 2019.

Perdas também foram notadas em setores como têxteis e vestuário, instrumentos de precisão, equipamento de transporte, setor agroalimentar, metais, mobiliário e produtos químicos.

O estudo não analisou os efeitos das novas tarifas anunciadas nos últimos meses, mas os especialistas da Unctad dizem que “os resultados devem ser semelhantes e que mais perdas se devem somar às já existentes.”

 

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