Brasil abriga evento internacional para combater febre amarela
BR

30 outubro 2019

País é elogiado pela Organização Mundial da Saúde no combate à doença; em todo o mundo, 47 nações incluindo 34 africanas e 13 nas Américas Central e do Sul, são endêmicas ou possuem regiões com casos de febre amarela; vacinação é a forma mais eficaz de prevenção.

Especialistas em febre amarela, fabricantes de vacinas, parceiros e representantes de dezenas de países reunidos, em Brasília, para combater a doença. A meta, é ajudar a garantir que mais de 1 bilhão de pessoas estejam protegidas contra a febre amarela até 2026.

Uma dose de vacina oferece proteção para toda a vida. Foto: OMS

O evento da Organização Pan-Americana da Saúde, Opas, em conjunto com o secretariado da estratégia para a Eliminação da Epidemia de Febre Amarela, EYE, tem o apoio do Unicef e da Aliança Global para Vacinas e Imunização, Gavi.

Casos graves

No mundo, 47 países, 34 africanos e 13 latino-americanos, são endêmicos ou possuem regiões endêmicas de febre amarela. Segundo a OMS, em 2013, houve entre 84 mil e 170 mil casos graves. O número de óbitos varia de 29 mil a 60 mil.

A Opas destaca que um tratamento de apoio oportuno e de qualidade nos hospitais melhora as taxas de sobrevivência. A vacinação é a forma mais eficaz de prevenção contra a febre amarela.

Uma das maiores preocupações é a transmissão de febre amarela a áreas onde ela já foi erradicada, com o movimento de viagens.  Por isso, muitos países existem a caderneta de vacinação dos passageiros.

Principais fatos:

  • A febre amarela é uma doença hemorrágica viral transmitida por mosquitos infectados. O termo “amarela” se refere à icterícia apresentada por alguns pacientes;
  • Os sintomas são: febre, dor de cabeça, icterícia, dores musculares, náusea, vômitos e fadiga;
  • Uma pequena proporção de pacientes, que contraem o vírus, desenvolve sintomas graves. Metade entram na fase tóxica e morre em até 10 dias;
  • O vírus é endêmico em áreas tropicais da África, da América Central e da América do Sul;
  • Os sintomas são: febre, dor de cabeça, icterícia, dores musculares, náusea, vômitos e fadiga;
  • Grandes epidemias de febre amarela ocorrem quando pessoas infectadas introduzem o vírus em áreas fortemente povoadas com alta densidade de mosquitos, e onde a maioria das pessoas tem pouca ou nenhuma imunidade devido à falta de vacinação. Nessas condições, mosquitos infectados transmitem o vírus de pessoa para pessoa;

EYE 2019

Durante o encontro anual dos parceiros da estratégia EYE 2019, o diretor-geral assistente de resposta a emergências da OMS, Ibrahima Socé Fall disse que a “implementação de campanhas de vacinação em massa deve ser acelerada.”

Já a representante da OPAS e da OMS no Brasil, Socorro Gross, ressaltou que a febre amarela é um grande desafio e que as lições aprendidas no Brasil devem ser compartilhadas com o mundo. Ela lembrou que o país “conseguiu, com sucesso, enfrentar surtos nos últimos quatro anos” com estratégias de imunização e para atingir as populações mais vulneráveis, além de ações de laboratório e vigilância.

O coordenador de Vigilância de Arbovírus do Ministério da Saúde do Brasil, Rodrigo Said, disse que o resultado é fruto do trabalho conjunto em níveis federal, estadual e municipal. Para ele, se não fosse por isso, o cenário “teria sido muito pior”.

Angola

A Estratégia EYE foi desenvolvida após o surto sem precedentes que atingiu Angola em 2016 e depois se espalhou para o país vizinho, a República Democrática do Congo.

Foi a primeira vez que casos de febre amarela foram registrados na Ásia. Na ocasião, 11 trabalhadores chineses infectados em Angola tinham retornado à China.

A iniciativa em colaboração com mais de 50 parceiros visa países e regiões mais propensas a surtos de febre amarela.

Tratamento

No ano passado, cinco países das Américas notificaram casos confirmados de febre amarela de março a 7 dezembro de 2018: Brasil, Bolívia, Colômbia, Guiana Francesa e Peru.

No caso do Brasil, nos últimos três anos, houve uma expansão da área histórica de transmissão do vírus causador da doença.

O país tem um padrão sazonal, com maior transmissão entre dezembro e maio. Porém, as epizootias, mortes de macacos, notificadas ao longo de 2018 mostraram que a circulação do vírus da febre amarela continuou durante o período de baixa transmissão, junho a novembro.

De dezembro de 2018 a janeiro de 2019, houve 36 casos confirmados em humanos, incluindo oito mortes, em 11 municípios brasileiros.

Vacina

A febre amarela é prevenida por uma vacina extremamente eficaz, segura e acessível. Uma dose da vacina é suficiente para garantir imunidade e proteção ao longo da vida, não sendo necessária nenhuma dose de reforço. A vacina confere imunidade eficaz dentro de 30 dias para 99% das pessoas imunizadas;

Bons tratamentos de apoio em hospitais melhoram as taxas de sobrevivência. Não há, atualmente, medicamento antiviral específico para febre amarela.

 

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