Bachelet anuncia missão para investigar violações de direitos humanos no Chile BR

Universidade Católica do Chile na capital do país, Santiago
ELEMENTAL/Cristobal Palma
Universidade Católica do Chile na capital do país, Santiago

Bachelet anuncia missão para investigar violações de direitos humanos no Chile

Direitos humanos

Informação foi confirmada pela alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet; país atravessa onda de protestos há mais de uma semana, após o anúncio de aumento no custo de vida; pelo menos 16 pessoas morreram.

A alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, anunciou o envio de uma missão para o Chile para investigar alegações de violações e abusos cometidos durante protestos de rua.

Em sua conta oficial no Twitter, Bachelet, que foi presidente do Chile por duas vezes, disse que tomou a decisão depois de “acompanhar a crise desde o início”.

Tweet URL

Protestos

Ela afirmou que “tanto os parlamentares como o governo expressaram o desejo de receber uma missão de direitos humanos.”

O Chile está atravessando uma onda de protestos há mais de uma semana, após o anúncio de aumento no custo de vida. Durante manifestações na capital, Santiago do Chile, pelo menos 16 pessoas morreram.

Em nota, o Escritório de Michelle Bachelet informou que tem denúncias de violações cometidas pelas forças de segurança do Estado e por terceiros.

A missão de verificação será composta por três especialistas, que chegarão ao país na segunda-feira e ficarão até 22 de novembro.

Manifestantes tomam as ruas de Santiago, Chile.
Diana Leal
Manifestantes tomam as ruas de Santiago, Chile.

Diálogo imediato

O grupo visitará a capital Santiago do Chile e outras cidades.

Os especialistas devem se reunir om membros do governo, representantes da sociedade civil, vítimas, a Instituição Nacional de Direitos Humanos, entre outros.

No início da semana, Michelle Bachelet disse que estava “profundamente perturbada e entristecida com a violência, destruição, mortes e ferimentos”.

Ela também apelou a integrantes da sociedade civil e do cenário político que iniciem um “diálogo imediato” para resolver a crise.