ONU quer ajuda urgente para 200 mil após inundação recorde no Sudão do Sul
BR

20 outubro 2019

Vítimas na área mais afetada pelo desastre incluem metade dos sudaneses que vivem no mais novo país do mundo; agência da ONU já enviou assistência para cerca de 25 mil afetados em Maban, no estado do Alto Nilo.

As Nações Unidas pedem apoio internacional urgente para mais de 200 mil vítimas de inundações de “intensidade não vista em décadas” no Sudão do Sul.

Cerca de 150 mil refugiados do vizinho Sudão buscam abrigo no condado de Maban, no estado do Alto Nilo. É a metade dos sudaneses que vivem no mais novo país do mundo que também recupera de seis anos de guerra civil.

O Acnur está preocupado com os riscos de saúde para os habitantes dessas áreas do país, que foi recentemente declarado livre de cólera. , by Foto: Acnur/Elizabeth Stuart

Emergência 

A Agência das Nações Unidas para os Refugiados, Acnur, anunciou que atua com parceiros e autoridades locais buscando apoio de emergência para as pessoas que procuram segurança. Entre elas estão membros da comunidade anfitriã.

Estas vítimas procuram chegar à terra seca, principalmente nas pequenas ilhas isoladas que foram sendo formadas nas áreas que ficaram submersas.

Perto da cidade de Bunj, o drama das chuvas sazonais piora com a corrente cada vez mais intensa e irregular das águas vindas de terras altas da Etiópia. Esse movimento inunda bairros e aumenta os caudais e a velocidade dos rios próximos.

O representante do Acnur no Sudão do Sul, Adan Ilmi, disse foram vistos  refugiados e moradores do Sudão do Sul fugindo de suas casas com o que podiam para se concentrar em terra seca.

Serviços

As cheias dificultam o acesso dos funcionários da agência aos acampamentos de refugiados onde foram encerradas escolas e afetados serviços públicos, incluindo hospitais.

O Acnur está preocupado com os riscos de saúde para os habitantes dessas áreas do país, que foi recentemente declarado livre de cólera. O receio é que essa situação contribua para o retorno da doença fatal.

Comunidades

A agência fez uma análise do acampamento de Maban e das comunidades vizinhas onde as necessidades incluem abrigos de emergência, comida, água e saneamento.

Vários kits com esses artigos e outro tipo de assistência de emergência já foram enviados para 25 mil pessoas. A agência quer reconstruir e reabilitar abrigos na área onde vive uma parte de 1,5 milhão de pessoas deslocadas internas do Sudão do Sul.

 

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