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Brasil reeleito para Conselho de Direitos Humanos da ONU BR

Salão da Assembleia Geral durante a abertura do debate geral da 74ª sessão, com o Secretário-Geral António Guterres no pódio.
Foto ONU/Cia Pak Assembleia Geral da ONU abriga a maior reunião sobre a situação dos direitos das mulheres no mundo.

Brasil reeleito para Conselho de Direitos Humanos da ONU

Assuntos da ONU

País recebeu 153 votos e foi eleito ao lado da Venezuela, com 105 votos; Costa Rica que também concorria no grupo de América Latina e Caribe não conseguiu o assento; embaixador brasileiro junto à ONU disse que reeleição é “reconhecimento do legado do país nessa área”. 

O Brasil foi reeleito nesta quinta-feira, com 153 votos, para um segundo mandato no Conselho de Direitos Humanos da ONU. A votação ocorreu na Assembleia Geral, em Nova Iorque.

Brasil, Costa Rica e Venezuela concorriam pela região da América Latina e Caribe a duas vagas disponíveis. A Venezuela, com 105 votos, elegeu-se deixando de fora a Costa Rica, que recebeu 96 votos.

Mandato

Sessão especial do Conselho de Direitos Humanos sobre a deterioração da situação dos direitos humanos no território palestino ocupado, incluindo Jerusalém Oriental, realizada no Escritório das Nações Unidas em Genebra.
Brasil inicia segunda mandato de três anos em 2020, Foto ONU/ Elma Okic

Em entrevista à ONU News, o embaixador do Brasil na ONU, Mauro Vieira, disse que a reeleição era um reconhecimento do trabalho do país nessa área.

“O número elevado de apoios representa o papel que o Brasil tem, a imagem que tem nessa instituição e, sobretudo, o legado para a defesa dos direitos humanos. É um princípio constitucional. O Artigo 4º da Constituição Brasileira defende a aplicação dos direitos humanos como um dos princípios orientadores da política externa. Esse reconhecimento internacional é muito importante e mostra que temos mantido as boas práticas nessa área.”

O mandato começa no dia 1º. de janeiro de 2020 e tem a duração de três anos. Cada país pode ser eleito por apenas dois mandatos consecutivos.

Na sua conta oficial no Twitter, a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, disse que o mundo reconhece o “esforço em defesa de direitos humanos para todos.”

A ministra também agradeceu “a todas as 985 entidades que não somente se manifestaram, como também trabalharam” com o governo brasileiro para conseguir a reeleição. 

Eleição

No total, a Assembleia Geral elegeu 14 novos membros. Além do Brasil e Venezuela, foram eleitos ou reeleitos Armênia, Alemanha, Coreia do Sul, Holanda, Indonésia, Japão, Líbia, Ilhas Marshall, Mauritânia, Namíbia, Polônia e Sudão.

O Conselho de Direitos Humanos tem 47 países integrantes, eleitos pela maioria dos Estados-membros da Assembleia Geral por votação direta e secreta.

Segundo as Nações Unidas, a Assembleia Geral “leva em consideração a contribuição dos Estados à promoção e proteção dos direitos humanos, bem como suas promessas e compromissos voluntários a esse respeito.”

Angola e Brasil

Neste momento, dois países de língua portuguesa têm assento no órgão. O mandato de Angola expira em 2020.

Os membros do Conselho são distribuídos segundo distribuição geográfica.

Os países africanos preenchem 13 assentos, os da Ásia-Pacífico 13 assentos e os da América Latina e Caribe oito lugares. A Europa Ocidental e outros Estados têm direitos a sete lugares e, por fim, os Estados da Europa Oriental têm direito a seis.

O Conselho tem um presidente e cinco vice-presidentes, um por cada grupo regional. Cada membro da direção tem um mandato de um ano.