Em Damasco, enviado da ONU pede fim imediato de confrontos no nordeste da Síria
BR

16 outubro 2019

Geir Pedersen disse ao governo sírio que Nações Unidas estão “extremamente alarmadas” com as consequências humanitárias da ação militar em curso; discussões incluíram lançamento do Comitê Constitucional sobre a Síria.

O enviado especial do secretário-geral das Nações Unidas para a Síria pediu esta quarta-feira o fim imediato de confrontos na fronteira do país com a Turquia, na sequência das ações militares das forças turcas.

Enviado especial do secretário-geral das Nações Unidas para a Síria, Geir Pedersen.
Enviado especial do secretário-geral das Nações Unidas para a Síria, Geir Pedersen., by Foto ONU/Evan Schneider

As declarações de Geir Pedersen foram feitas a jornalistas, em Damasco, após um encontro realizado com o ministro sírio dos Negócios Estrangeiros e Expatriados, Walid al-Muallem.

Consequências

O enviado disse que o foco da conversa foi a situação no nordeste sobre a qual as Nações Unidas estão “extremamente alarmadas” com as consequências humanitárias, as mortes e os mais de 160 mil deslocados.

Pedersen ressaltou que “existe apenas uma solução política para a crise no nordeste”, tendo apelado a todas as partes que participem nesses esforços.

O lançamento do Comitê Constitucional sobre a Síria também esteve na agenda das  discussões, que segundo Pedersen foram “bastante detalhadas”. O enviado da ONU disse ter falado de avanços para o lançamento desse comitê até o final deste mês.

Nova Constituição

O representante considerou “muito boas” as conversas tidas com as autoridades de Damasco e representantes da oposição na cidade saudita de  Riade. A expectativa é que o comitê seja “uma porta” para um processo político mais amplo no país em guerra desde 2011.

De acordo com as previsões, a primeira reunião do Comitê Constitucional sobre a Síria deve ocorrer em Genebra no dia 30 de outubro. As Nações Unidas apoiam a formação do grupo de 150 membros “organizados e liderados pelos sírios” que deverá elaborar uma nova Constituição.

A seleção dos integrantes deve sair da eleição de 50 pessoas pelo governo, 50 pela oposição e outras 50 pela ONU, para que esteja representada a sociedade civil síria.

 

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