Fundação Amazonas Sustentável ganha prêmio da Unesco sobre sustentabilidade
BR

15 outubro 2019

Distinção reconhece projeto de educação em 581 comunidades remotas da floresta; lema da organização é que a floresta “vale mais em pé do que derrubada”; foram agraciados ainda iniciativas da Alemanha e de Botsuana; cada uma receberá US$ 50  mil.

A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, premiou a Fundação Amazonas Sustentável, com sede em Manaus, pelo seu trabalho na área de conservação ambiental.

O Prêmio Unesco-Japão sobre Educação para o Desenvolvimento Sustentável foi anunciado pela diretora-geral da agência Audrey Azoulay.

Virgílio Viana, superintendente-geral da Fundação Amazonas Sustentável. Foto: Divulgação

Escolas

Além do projeto brasileiro, venceram as iniciativas Camphill Trust de Botsuana e a Cidade de Hamburgo, na Alemanha. A entrega da distinção será em 15 de novembro, em Paris, e cada um vai receber US$ 50 mil, o equivalente a mais de R$ 200 mil.

A Fundação brasileira foi escolhida pela Unesco por realizar um “projeto imaginativo de educação relevante para o desenvolvimento sustentável em comunidades remotas da Amazônia. ”

O superintendente-geral da Fundação, Virgílio Viana, falou à ONU News, de Manaus, sobre as ações com escolas municipais e estaduais.

“O nosso desafio é fazer com que essa educação melhore no ponto de vista da qualidade daquilo que você sabe, mas principalmente, que ela seja relevante para as histórias de vidas das pessoas.”

Êxodo

A Fundação Amazonas Sustentável já implementou o programa em 581 comunidades remotas. O objetivo é ensinar aos alunos que a Amazônia vale mais em pé que derrubada. Os estudantes aprendem ainda sobre conservação ambiental, qualidade de vida e rendas geradas pela floresta.

Mas para Virgílio Viana, que foi secretário estadual do Meio Ambiente, a maior dificuldade ainda é reter o talento dos jovens para o desenvolvimento da floresta.

“Um dos grandes desafios que nós temos é segurar o êxodo dos jovens e adolescentes do interior da floresta rumo às cidades. Isso se dá, principalmente, pela falta do acesso à educação. E o que nós temos conseguido hoje é levar a educação de qualidade, tanto nos níveis fundamental e médio, em parceria com os governos municipais e estaduais, e também agora, a educação técnica no nível pós-médio e também no nível universitário, lá no meio da floresta.”  

FAO/Rudolf Hahn
Fundação brasileira foi escolhida pela Unesco por realizar um projeto imaginativo de educação relevante para o desenvolvimento sustentável em comunidades remotas da Amazônia.

A Unesco também premiou uma organização de Botsuana por um programa integrado de escola e comunidades para sustentação ambiental que envolve  plantio e colheita.

Já a Cidade de Hamburgo, na Alemanha, foi reconhecida pela luta contra a mudança climática e uma série de eventos e projetos para ensinar e promover a sustentabilidade desde o jardim da infância.

Os três ganhadores deste ano foram escolhidos por um júri internacional independente que recebeu 115 nomeações submetidas por 63 governos e 10 organizações parceiras da Unesco.

Os critérios de escolha incluem as três dimensões da sustentabilidade: econômica, social e ambiental.

O Prêmio é financiado pelo governo do Japão e está em sua quinta edição.

FAS/Bruno Kelly
Fundação Amazonas Sustentável já implementou o programa em 581 comunidades remotas.

 

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