Novos casos de HIV crescem 21% no Brasil
BR

14 outubro 2019

País está entre os países com maior crescimento do vírus na América Latina entre 2010 e 2018; novos dados foram publicados nesta segunda-feira pelo Programa Conjunto da ONU para HIV/Sida.  

O número de novas infecções por HIV no Brasil subiu 21% entre 2010 e 2018, segundo dados publicados esta segunda-feira pelo Programa Conjunto da ONU para HIV/Sida, Unaids.

Esse número coloca o país lusófono entre os países da América Latina com maior aumento. Em 2018, cerca de 100 mil pessoas contraíram o vírus na região.

Brasil

O assessor de projetos e ativista da ONG brasileira Gestos, Jair Brandão, disse à Unaids que o mundo “está vivendo a quarta década da epidemia de Aids e continua existindo muito estigma e discriminação.”

Brandão lidera o projeto Index 2.0 Pessoas Vivendo com HIV no Brasil, que tem o apoio do Unaids e do Programa da ONU para o Desenvolvimento, Pnud.

O projeto treinou 30 investigadores, que entrevistaram mais de 1,8 mil pessoas vivendo com HIV em sete cidades durante dois meses. Os resultados iniciais serão publicados no final de novembro.

Jair Brandão disse que o processo permitiu “ouvir as experiencias e as histórias de muitas pessoas, que até agora não o tinham feito.” Ele diz que o estudo “dará informação sobre o que está passando no Brasil” e que, com esses dados, se pode “lutar por políticas e serviços sem estigma e discriminação.”

Aumento

A média de crescimento de novos casos na América Latina foi de 7%, com aumentos registrados em metade dos Estados. O país com maior aumento foi o Chile, com 34%, seguido da Bolívia, 22%, e Brasil e Costa Rica, ambos com 21%.

O Unaids diz, no entanto, que “vários países mostraram baixas impressionantes.” As maiores quedas aconteceram em El Salvador, com 48%, Nicarágua 29% e Colômbia 22%.

Populações

Cerca de 40% das novas infecções por HIV na América Latina em 2018 acontecerem entre homossexuais e homens que têm sexo com homens.

Na região, clientes de trabalhadores sexuais representaram 15% dos novos casos. Seguiram-se mulheres transgêneros, com 4%, trabalhadores sexuais, 3%, e pessoas que usam drogas injetáveis, 3%. O restante da população responde por 35% das infecções.

 

 

 

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