Nova chefe do FMI assume com crescimento lento em 90% do mundo
BR

9 outubro 2019

Kristalina Georgieva fez primeiro discurso após tomar posse no cargo de diretora-gerente da organização, na semana passada; ela substituiu Christine Lagarde; Brasil e Índia terão desaquecimento pronunciado em 2019; Alemanha e EUA têm níveis baixos de desemprego. 

Uma mulher voltou ao comando do Fundo Monetário Internacional, FMI. Nesta terça-feira, Kristalina Georgieva fez seu primeiro discurso no posto desde a posse, na semana passada.

Kristalina Georgieva fez seu primeiro discurso no posto desde a posse, na semana passada. Foto: ONU / Jean-Marc Ferré

Georgieva, da Bulgária, que atuava no Banco Mundial, lembrou que o mundo espera neste ano de 2019, um crescimento lento da economia em pelo menos 90% dos países.

Revisões para baixo

Um quadro distinto daquele registrado dois anos antes, quando 75% do globo estava em ritmo de crescimento acelerado.

As previsões indicam que as taxas da performance deste ano devem ser as mais baixas desde o início da década.

Georgieva adiantou ainda que o relatório, Panorama Econômico Mundial, que deve ser divulgado na próxima semana, trará revisões para baixo da economia para 2019 e 2020.

Mas há boas notícias em 40 mercados emergentes e economias em desenvolvimento que devem ter um crescimento real de seu Produto Interno Bruto, PIB, de mais de 5%.

Nos Estados Unidos e na Alemanha, os níveis baixos de desemprego batem recordes históricos.

Estados Unidos, Brasil e Japão

Já as atividades econômicas na zona do euro, no Japão e também nos Estados Unidos registram suave crescimento.

Brasil e Índia, no entanto, terão um desaquecimento mais pronunciado este ano. A China mostra uma suave desaceleração após vários anos de rápido crescimento.

A nova chefe do FMI diz que o mundo está aparentando situações de fraturas em algumas áreas e que as tensões e disputas comerciais registradas em várias regiões são um ponto negativo para a economia.

Georgieva citou que num mundo interconectado, turbulências em uma parte afetam outras. Ela disse que as incertezas causadas pelo comércio, mas também pela decisão do Reino Unido de sair da União Europeia, como o Brexit, além de tensões geopolíticas estão atrasando um potencial avanço econômico.

E afirmou que ainda que o crescimento alavanque no próximo ano, os rompimentos atuais podem levar a desafios para a economia que durem pelo menos uma década.

A nova diretora-gerente do FMI afirmou que apesar dos desafios, ela acredita que a cooperação de todos pode levar a um futuro melhor.

Foto: ILO
China mostra uma suave desaceleração após vários anos de rápido crescimento

 

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