Fim de desigualdade nas Américas é essencial para garantir saúde universal no continente
BR

4 outubro 2019

Ministros da Saúde da região concordaram com uma abordagem coletiva para eliminar mais de 30 doenças transmissíveis e síndromes relacionadas até 2030; entre elas estão HIV, sífilis, hepatites B e C, esquistossomose, tracoma, doença de Chagas, malária, cólera e raiva humana.

Uma reunião da Organização Pan-Americana da Saúde, Opas, anunciou um compromisso durante o 57º Conselho Diretor da Agência, que acontece em Washington, nos Estados Unidos. Pela iniciativa, Ministros da Saúde de vários países das Américas concordaram com uma abordagem coletiva para eliminar mais de 30 doenças transmissíveis e condições relacionadas na América Latina e no Caribe até 2030.

Trabalhadora de saúde prepara teste de malária. Foto: OMS/Paho

A proposta tem como alvo uma lista de doenças com potencial de eliminação. Entre elas, estão HIV, sífilis, hepatites B e C, esquistossomose, tracoma, doença de Chagas, malária, cólera e raiva humana.

Impactos

A diretora da agência da ONU, Carissa F. Etienne, apontou que “além do custo humano para indivíduos, famílias e comunidades, as doenças transmissíveis também têm um enorme impacto econômico nos sistemas de saúde.”

Para ela, “uma abordagem coletiva em toda a região permitirá que os países consolidem seus esforços e recursos para prevenir epidemias e, finalmente, acabem com essas doenças de uma vez por todas.”

Iniciativa

A iniciativa reconhece que a eliminação de doenças não depende apenas do setor de saúde, mas exige o envolvimento de outros atores, dentro e fora do governo, com uma definição clara de papéis e responsabilidades.

Durante o  Conselho, também foi realizado o lançamento do relatório “Sociedades justas: Equidade em saúde e vida com dignidade”, produzido pela Opas. O estudo propõe, de forma inovadora, metas prioritárias em diversas áreas de ação para reduzir as desigualdades na área da saúde.

Como resultado dessas diferenças estruturais, certos grupos da região das Américas continuam enfrentando desigualdades na saúde. Segundo a Opas, isso ocorre em razão de sua posição socioeconômica, etnia, gênero, orientação sexual ou por serem migrantes.

Desigualdades

Essas desigualdades, segundo a comissão, começam no início da vida. Na Bolívia, por exemplo, a taxa de mortalidade abaixo de 5 anos para crianças indígenas é mais de três vezes maior que a de crianças não-indígenas.

A expectativa de vida para as mulheres no Haiti, por exemplo, é de apenas 66 anos, enquanto para as mulheres no Canadá é de 84.

Como recomendações, o relatório propõe um foco renovado nos grupos que são deixados para trás, uma abordagem de todo o governo para combater a desigualdade e a colaboração com outros setores, além da saúde.

57º Conselho Diretivo da Opas

O evento reúne durante esta semana as principais autoridades de saúde das Américas do Norte, do Sul, Central e do Caribe para buscar um acordo sobre estratégias e planos capazes de enfrentar desafios comuns à saúde.

Isso inclui um plano para reduzir as doenças cardiovasculares, eliminando os ácidos graxos trans produzidos industrialmente, uma estratégia para tornar o acesso a transplantes de órgãos, tecidos e células mais equitativo; e um plano para melhorar a qualidade do atendimento prestado nos serviços de saúde.

 

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