Óleos vegetais e carne sobem de preço, em setembro, marcado por quedas nos laticínios e açúcar

3 outubro 2019

Na média geral, valores da comida estabilizaram-se em todo o mundo se comparado a agosto; FAO aponta queda da demanda de açúcar no Brasil para o uso na produção do etanol.

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, revelou esta quinta-feira que os preços globais de alimentos continuaram estáveis em setembro.

No período analisado, caíram os custos do açúcar e subiram os valores dos óleos vegetais e da carne.  De agosto a setembro não houve grande alteração no Índice de Preços dos Alimentos da agência, que se manteve em 170 pontos. 

Trigo

A medição mensal, que apresenta as mudanças ocorridas nos custos internacionais dos alimentos, mostra ainda uma subida de preços de 3,3% em relação a setembro de 2018.

Efeitos da pandemia de Covid-19 causaram aumento dos níveis de insegurança alimentar
Custos de comida mostram ainda uma subida de preços de 3,3% em relação a setembro de 2018., by Foto: Banco Mundial/Maria Fleischmann

De acordo com a agência das Nações Unidas, o preço dos cereais ficou estável em agosto. Nesse período, o custo do trigo subiu e o do milho caiu. 

Já o preço do arroz, no mercado internacional, baixou pouco por causa “da fraca demanda de importação do produto e das incertezas em torno das políticas implementadas nas Filipinas e na Nigéria”.

Quem compra óleos vegetais teve um aumento de 1,4% em setembro, que fez atingir o nível considerado o mais alto em mais de um ano. Índia e China importaram mais óleo de palma. Outra razão foi o aumento do custo do óleo de colza, devido à demanda de biodiesel na União Europeia. Os custos da soja e do óleo de girassol caíram.

Brasil 

Já o Índice de Preços do Açúcar teve queda de 3,9% em relação a agosto graças ao aumento de reservas e das tendências da oferta. No Brasil, baixou a demanda da cana-de-açúcar usada na produção de etanol.

O Índice do Preço de Laticínios caiu 0,6%. Nesta categoria foi verificada uma alta nos preços de leite em pó, que “foi compensada pela queda nos preços de queijo e da manteiga”.

No grupo das carnes, a FAO destaca o aumento de 0,8%, por causa da demanda de importação da carne suína pela China seguindo a tendência de agosto com mais procura da exportação para a Europa.

Cereais

A FAO também publicou o Sumário da Demanda e Oferta de Cereais, no qual baixou as previsões da produção global de cereais em 2019 para mais de 2,7  milhões de toneladas. Esse total equivaleria a 2% a mais em relação ao ano passado.

A redução deve-se à redução da colheita de trigo da Austrália com o clima seco e à baixa das projeções em relação às colheitas de arroz em grandes produtores como China, Índia, Filipinas e Estados Unidos.

A expectativa é que em 2020 sejam produzidas mais de 2,7 milhões de toneladas, uma quantidade ligeiramente menor em relação às estimativas de setembro passado, mas ainda assim consideradas recorde.
 

As importações da China e da Europa impulsionaram o aumento do preço da carne.
Amisom/Omar Abdisalan
As importações da China e da Europa impulsionaram o aumento do preço da carne.

 

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