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Presidente da Assembleia Geral diz que não há “espaço para cinismo ou apatia” BR

Tijjani Muhammad-Bande, Presidente da Assembleia Geral, abre a 74ª sessão da ONU em Nova Iorque.
ONU/Kim Haughton Abertura da 74ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas.

Presidente da Assembleia Geral diz que não há “espaço para cinismo ou apatia”

Assuntos da ONU

Tijjani Muhammad-Bande abriu debate de alto-nível da 74ª sessão da Assembleia Geral; mais de 150 chefes de Estado e de Governo participam no encontro; nesta terça-feira, discursam os presidentes de Angola, Brasil, Portugal.

O presidente da Assembleia Geral, Tijjani Muhammad-Bande, disse esta quarta-feira que o mundo “permanece há muito tempo na encruzilhada do desenvolvimento humano”.

Muhammad-Bande discursou na abertura do debate de alto-nível da Assembleia Geral na sede da ONU em Nova Iorque.

Tijjani Muhammad-Bande fala à ONU News antes de assumir suas funções como Presidente da 74ª sessão da Assembleia Geral.
Novo presidente da Assembleia Geral, Tijjani Muhammad-Bande, ONU News/ Nam Cho

Esforços

O representante disse que é preciso “juntar esforços para encontrar soluções para as incontáveis ​​dificuldades de conflitos violentos, terrorismo, desastres naturais, drogas, tráfico sexual e analfabetismo de que milhões de pessoas em todo o mundo sofrem.”

O presidente disse que, em 1945, a ONU foi criada para “garantir que nunca mais se percorresse esse caminho destrutivo.” Apesar de algumas falhas, o representante afirmou que “muito bem aconteceu à humanidade devido ao trabalho desta grande organização.”

Muhammad-Bande destacou depois a “conquista mais recente”, a adoção da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, que foi adotada pelos países-membros em 2015.

O representante disse que os desafios mundiais “não serão resolvidos por países individualmente, porque exigem uma cooperação focada.”

Paz e pobreza

O presidente da Assembleia Geral disse que “a promoção da paz e segurança internacionais está no centro do trabalho das Nações Unidas” e que estes problemas “devem ser enfrentados de frente.”

Segundo ele, a erradicação da pobreza continua sendo um grande desafio. Bande pediu aos representantes que desenvolvam melhores sistemas de proteção social e canalizem uma proporção significativa dos gastos para grupos marginalizados, que são mais afetados pela pobreza.

O representante afirmou ainda que a mudança climática está piorando problemas como pobreza e escassez de alimentos. Segundo ele, “as consequências de não agir representam perigos graves para o mundo, agora e no futuro.”

Inclusão

Bande disse que é preciso garantir a inclusão de jovens, mulheres e pessoas com deficiência, porque “é a coisa certa.” Mas também porque “garante a expansão da economia e a acentuação da inclusão em todos os países.” Ele destacou “avanços consideráveis” em alguns países-membros, mas disse que “todos os países têm amplo espaço para melhorias.”

Tijjani Muhammad-Bande concluiu dizendo que, para enfrentar esses desafios, o mundo precisa “não cair novamente nas amargas rivalidades do passado.”

Vista interna do salão da Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova Iorque, mostrando uma grande sala em níveis com delegados sentados em mesas e um pódio para oradores na frente.
Abertura da 74º Assembleia Geral da ONU, Foto ONU/Eskinder Debebe

Exemplos

O representante afirmou que “existem muitas provas de que grandes coisas são possíveis com coragem, firmeza e empatia.”

Ele destacou o exemplo De Mahatma Ghandi, que liderou uma campanha bem-sucedida pela independência da Índia, da jovem Greta Thunberg, ativista na área climática, e Nelson Mandela, que permaneceu combateu o Apartheid na África do Sul. Falou ainda sobre Malala Yousafzai, Martin Luther King Jr., ou Abubakar Abdullahi, um nigeriano que salvou a vida de mais de 250 cristãos durante um ataque.

Muhammad-Bande terminou o discurso dizendo que “há um grande trabalho a ser feito” e não há “espaço para cinismo ou apatia.”

Encontro

O debate de alto-nível da Assembleia Geral começou esta terça-feira com um discurso do secretário-geral da ONU, António Guterres.

O chefe da ONU disse que se está “vivendo num mundo de inquietudes.” Segundo ele, “muitas pessoas temem ser pisoteadas, frustradas, abandonadas, deixadas para trás.”

De acordo com a ONU, a nova sessão terá como prioridades temas como paz e segurança, erradicação da pobreza, fome zero, educação de qualidade, ação climática e inclusão. As reuniões também darão ênfase aos direitos humanos e à paridade de gênero.

Nesta terça-feira, discursam os presidentes de Angola, João Lourenço, do Brasil, Jair Bolsonaro, e de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa.