Nas Nações Unidas, Estados Unidos pedem proteção para liberdade de religião
BR

23 setembro 2019

Presidente Donald Trump afirmou que a liberdade de credo e religião são garantidas pela Constituição dos Estados Unidos e protegida pela Declaração dos Direitos, o nome dado às primeiras 10 emendas da carta magna do país.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizou uma reunião nas Nações Unidas para pedir liberdade de religião. Durante o evento, ele afirmou que, infelizmente, a liberdade de credo e religião que existe para os americanos é algo raro no resto do mundo.

O presidente lembrou que o direito é garantido pela Constituição americana e protegido pela Declaração dos Direitos.

António Guterres deposita uma coroa de flores numa das duas mesquitas de Christchurch, na Nova Zelândia, onde os fiéis foram mortos em março de 2019. Foto: ONU/Mark Garten

Liberdade ameaçada

Segundo Trump, 80% da população mundial vivem em países onde a liberdade está ameaçada, restrita ou até mesmo banida.

A delegação de Trump contou com o vice-presidente do país, Mike Pence, e o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, assim como a nova embaixadora do país na ONU, Kelly Craft.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, presente ao evento, disse que é totalmente inaceitável que as pessoas ainda tenham que enfrentar discriminação religiosa em pleno século 21.

Ele lembrou que os judeus foram assassinados nas sinagogas e que seus túmulos são desfigurados com suásticas. O secretário-geral citou ataques a muçulmanos em mesquitas e a cristãos durante orações ou a incêndios criminosos a igrejas.

Discurso de ódio

O chefe da ONU lembrou de iniciativas para combater a intolerância religiosa e as causas dela como o discurso de ódio para salvaguardar locais de culto.

Para Guterres, a receita é simples: é preciso unir as vozes pelo bem, combater as mensagens de ódio e trocá-las por mensagens de paz, abraçar a diversidade e proteger os direitos humanos em todas as partes.

Trump pediu aos países que acabem com a perseguição religiosa e as leis que afetaram a liberdade de religião. Ele também quer que esses casos sejam levados e processados pela justiça entre outras metas.

Propostas

O governo do presidente dos Estados Unidos destinará US$ 25 milhões adicionais para proteger a liberdade religiosa, sítios e relíquias.

Outras propostas incluem a criação de uma Aliança Internacional de Liberdade para confrontar casos de perseguição e a nomeação de um enviado especial para monitorar anos de antissemitismo.

Três pessoas, uma mulher cristã do Irã, um rabino judeu do Iêmen e a filha de um economista da China, da minoria Uighur, foram convidados para o evento para contar como a perseguição tem afetado a vida deles.

 

 

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