Para Guiné-Bissau, Declaração Universal da Saúde ajuda a reduzir desigualdades

24 setembro 2019

Ministra da Saúde guineense participa no Encontro de Alto Nível da Assembleia Geral sobre cobertura universal da saúde; país tem uma das maiores taxas de mortalidade infantil do mundo.

As Nações Unidas adotaram esta terça-feira a Declaração Universal da Saúde, que prevê meios para garantir que ninguém sofra dificuldades financeiras no mundo para pagar por assistência de saúde.

A Guiné-Bissau expressou apoio ao documento, que foi adotado em Nova Iorque na reunião de alto nível sobre o tema.

Prosperidade

Ministra da Saúde da Guiné-Bissau, Magda Robalo, Arquivo Pessoal / Magda Robalo

A ministra guineense da Saúde, Magda Robalo, disse à ONU News que a nova medida é um passo importante para fazer chegar a saúde para todos, reduzir as desigualdades nesse setor e promover a prosperidade.

“Eu penso que o dia de hoje representa um passo gigante para nós atingirmos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, nomeadamente o objetivo 3, porque existe uma coalizão mundial de parceiros  que está de acordo que a única maneira para nós termos um mundo justo, próspero e melhor saúde é de fato ter uma cobertura para todos e que seja baseada nos cuidados primários de saúde, para que ninguém seja deixado para trás.”

O novo documento prevê intervenções de saúde de alto impacto para combater doenças e proteger a saúde das mulheres e crianças. Para que esse propósito seja alcançado, Magda Robalo disse que é preciso aumentar os investimentos.

“Se nós queremos, de facto, fornecer cuidados de saúde de qualidade para toda a população, nós temos que fazer mais esforços em termos financeiros.   O financiamento doméstico é o único que nos vai assegurar sustentabilidade. Nós já sabemos que sim, o apoio de parceiros é importante, mas para ser durável, para ser resiliente para que possa servir a popular. Mas que possa ser um engajamento do governo, para que se possa atingir os objetivos.”

Infraestrutura

A declaração destaca que os países devem reforçar a força de trabalho e a infraestrutura do setor, além de sua capacidade de governação. Os progressos sobre o compromisso devem ser apresentados em 2023 na Assembleia Geral da ONU.

A declaração também prevê duplicar a cobertura de saúde até 2030, permitindo que 5 bilhões de pessoas tenham acesso aos serviços de saúde.

A ministra enumerou os pontos da nova declaração que a Guiné-Bissau pode implementar, destacando a necessidade de engajamento entre diferentes setores.

A representante afirmou que os cuidados de saúde para mulheres e crianças menores de cinco anos já são grátis na Guiné-Bissau. Para ela, a declaração é “um passo enorme para proteger as camadas mais vulneráveis” que precisam deste apoio.

Cobertura

“Nós já estamos a dar alguns passos para a cobertura sanitária universal. O programa do novo governo da 10ª legislatura inclui no eixo 4 o desenvolvimento do capital humano, um acento forte, um foco muito importante no capital para além de que nós estamos a pensar em introduzir o financiamento de cuidados de saúde através dos seguros de saúde. Por isso existe todo um plano para nós marcharmos, e trabalharmos com vista a cobertura universal da saúde na Guiné-Bissau.”

Pelo menos 84 crianças morrem por cada mil nados vivos em território guineense, um índice considerado uns dos maiores de África e do mundo.

 

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