ONU anuncia Comitê Constitucional na Síria e espera que passo leve à solução do conflito

Criança carregando água em Aleppo, na Síria.
Unicef/Alessio Romenzi
Criança carregando água em Aleppo, na Síria.

ONU anuncia Comitê Constitucional na Síria e espera que passo leve à solução do conflito

Paz e segurança

Falando a jornalistas, secretário-geral disse que novo comitê deve-se reunir nas próximas semanas; chefe da ONU, António Guterres, espera que decisão marque início de uma solução para conflito que já dura oito anos.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, anunciou esta segunda-feira um acordo entre o governo da Síria e a Comissão Síria de Negociações para a criação do Comitê Constitucional.

Falando a jornalistas na sede da ONU, em Nova Iorque, Guterres disse que o novo comitê deve ser “credível, equilibrado e inclusivo” e o processo será acompanhado pelas Nações Unidas em Genebra.

Secretário-geral da ONU anunciando criação de Comitê Constitucional na Síria
Secretário-geral da ONU anunciando criação de Comitê Constitucional na Síria, Foto ONU/Evan Schneider

Progresso

O chefe da ONU destacou o progresso feito pelo governo e pela oposição. Também disse que o acordo foi facilitado por seu enviado especial para o país, Geir Pedersen, e que está baseado em resoluções do Conselho de Segurança.

Segundo António Guterres, o novo comitê deve se reunir já nas próximas semanas.

O secretário-geral disse que acredita, fortemente, que esta decisão “marca o início do caminho para sair da tragédia e em direção a uma solução” para o conflito sírio, que já dura oito anos.

Segundo ele, essa solução deve responder “às aspirações legitimas de todos os sírios e ter como base um compromisso forte com a soberania do país, sua unidade e integridade territorial.”

Confiança

António Guterres afirmou que o lançamento do novo comitê deve ser acompanhado por ações concretas para gerar confiança em todas as partes. O enviado especial continuará trabalhando para promover o processo político.

Por fim, o secretário-geral agradeceu o envolvimento dos governos da Rússia, da Turquia e da Síria e dos países-membros do Conselho de Segurança e do seu enviado especial para o país árabe.