Guterres espera que “uma política de reflorestação possa ter êxito” na Amazônia e outras partes do mundo

18 setembro 2019

Secretário-geral falou a jornalistas em Nova Iorque para marcar abertura da 74ª sessão da Assembleia Geral; chefe da ONU falou sobre Brasil, Guiné-Bissau, Moçambique e Timor-Leste ao ser perguntado pela jornalista da agência de notícia, Lusa.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, espera que “uma política de reflorestação possa ter êxito” na Amazônia, depois dos incêndios florestais na região.

Guterres falou a jornalistas, esta quarta-feira, na sede da ONU, numa entrevista para marcar a abertura da 74ª sessão da Assembleia Geral.

Incêndio na floresta Amazônica no Brasil, 17ª Brigada de Infantaria de Selva

Fogos

Respondendo a uma pergunta sobre o Brasil, António Guterres falou sobre a Amazônia.

“Estamos particularmente interessados em que os fogos florestais em todo o mundo, não apenas no Brasil, mas em todo o mundo, possam ser eficazmente combatidos e que uma política de reflorestação possa ter êxito porque a floresta é um elemento absolutamente indispensável na luta contra a alteração climática.”

O secretário-geral também destacou os desastres naturais em Moçambique. No inicio do ano, o país foi atingido pelos ciclones Idai e Kenneth, que afetaram quase 2 milhões de pessoas. 

“Quero exprimir aqui uma vez mais a profunda solidariedade com Moçambique, que foi vítima de duas tempestades terríveis com efeitos devastadores e que exige um grande apoio da comunidade internacional.”

Segundo a Avaliação das Necessidades Pós-Desastres, Moçambique precisa de US$ 3,2 bilhões para a reconstrução pós-ciclone. Durante uma conferência de doadores, realizada em junho, foram prometidos US$ 1,2 bilhão.

Língua portuguesa

O chefe da ONU falou sobre a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp, dizendo que “como a Commonwealth e a francofonia, tem um papel muito importante no quadro das relações internacionais e são parceiros das Nações Unidas.”

Sobre a situação na Guiné-Bissau, António Guterres afirmou que as Nações Unidas estão “otimistas” e que esperam a realização das eleições presidenciais, marcadas para 24 de novembro.

Segundo ele, “o país se encaminhará progressivamente para a estabilidade política.”

Antonio Guterres também referiu Timor-Leste. O país lusófono, no sudeste da Ásia, marcou a 30 de agosto o 20º aniversário do referendo sobre a independência, que foi organizado pelas Nações Unidas.

“Nós acompanhamos com todo o interesse a situação em Timor-Leste e pensamos que Timor-Leste é um exemplo notável de triunfo da democracia, em circunstâncias particularmente difíceis. Sabemos que há alguma complexidade na vida política timorense e tudo faremos para apoiar os timorenses a resolverem as suas dificuldades.

A Semana de Alto Nível da Assembleia Geral começa na próxima segunda-feira, 23. São esperados cerca de 150 chefes de Estado e Governo.

 

 

 

 

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