Luanda abre Bienal para desenvolver cultura de paz em África

18 setembro 2019

Iniciativa reúne perto de dois mil participantes durante cinco dias em Angola; participantes no primeiro dia do evento incluem presidente de Angola, presidente da Comissão da União Africana, diretora-geral da Unesco e Prémio Nobel da Paz de 2018. *

 Começou esta quarta-feira na capital de Angola, Luanda, a Bienal da Cultura – Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz. O evento termina no domingo, 22 de setembro.

A iniciativa é organizada pelo Ministério da Cultura angolano, a Organização da ONU para a Educação, Ciência e Cultura, Unesco, e a União Africana.

Abertura

O objetivo da Bienal é desenvolver uma cultura de paz, através de parcerias entre governos, sociedade civil, comunidade artística e científica, sector privado e organizações internacionais.

O presidente de Angola, João Lourenço, abriu o evento. Ele sublinhando que o “mundo globalizado” de hoje, onde se deve “tirar o melhor proveito da educação e cultura, fazendo com que a cultura africana conviva com as outras culturas do planeta.”

O presidente angolano também destacou “o papel importante dos jovens, que devem orientar o seu potencial para a cultura da paz e não para a violência”.

A diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay, e o presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki Mahamat, também discursaram na abertura da Bienal.

Em sua intervenção, Audrey Azoulay destacou a importância de consolidar o sistema educativo africano. A representante também mencionou a importância da educação das mulheres, da liberdade de imprensa, da resiliência às alterações climáticas e da proteção dos refugiados.

Paz

Após a abertura, o primeiro discurso esteve a cargo do Prémio Nobel da Paz de 2018, o médico Denis Mukwege. O congolês afirmou que “a paz duradoura não é possível sem justiça.”

Em nota, o coordenador residente da ONU em Angola, Paolo Balladelli, disse que “a melhor forma de consolidar a paz e prevenir a violência é trabalhar para o desenvolvimento sustentável.”

Para Balladelli, é preciso “construir uma cultura de tolerância, erradicar a pobreza, melhorar as oportunidades de formação profissional e de trabalho para os jovens.”

Encontro

No evento são esperados 800 delegados de vários países, que vão juntar-se a outros mil participantes nacionais. Além de 12 países africanos, participam Estados como Brasil, Portugal e Itália.

A Bienal está organizada em torno de três eixos: Fórum dos Parceiros, Fórum de Ideias e Festival de Culturas.

No primeiro dia, o Museu Nacional de História Militar também recebeu a abertura do Festival de Culturas e a primeira sessão do Fórum Parceiros, com o tema "Movimento de múltiplas partes interessadas para construir a paz e o desenvolvimento em África".

O objetivo da Bienal é contribuir para a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODSs. Também está alinhada com a Agenda 2063 da União Africana, em particular os projetos “Agenda para a Paz” e “Silenciar as Armas até 2020”.

A Bienal também faz parte da estratégia operacional da Unesco 2014-2021, que pretende fornecer “respostas africanas às transformações que afetam as economias e sociedades africanas”.

 

*Com informações da ONU Angola

 

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