Comissão Europeia e Organização Mundial da Saúde unem forças para promover benefícios das vacinas
BR

13 setembro 2019

De acordo com OMS, novos surtos são resultado direto de lacunas na cobertura vacinal; até agora em 2019, casos relatados de sarampo atingiram os números mais altos observados em todo o mundo desde 2006.

 

A Comissão Europeia e a Organização Mundial da Saúde, OMS, realizaram a primeira Cúpula Global de Vacinação do mundo, em Bruxelas, na Bélgica. O objetivo foi acelerar a ação global para impedir a disseminação de doenças evitáveis ​​por vacinas e combater a propagação de informações erradas sobre vacinas em todo o mundo.

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Ghebreyesus, apontou que “depois de muitos anos de progresso” o mundo está “em um momento crítico”. Ele destacou que “o sarampo está ressurgindo e uma em cada 10 crianças continua perdendo as vacinas essenciais para a infância.”

O Unicef enfatiza que duas doses da vacina contra o sarampo são essenciais para proteger as crianças da doença. , by Foto Unicef/ UN0201055/Krepkih

Saúde

O chefe da OMS disse que é possível e preciso “regressar ao bom caminho” e que isso só será feito “garantindo que todos possam se beneficiar do poder das vacinas, e se governos e parceiros investirem na imunização como um direito para todos e um bem social.” Para Ghebreyesus, “agora é a hora de intensificar os esforços para apoiar a vacinação como parte essencial da saúde de todos. ”

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, disse que “é indesculpável que em um mundo tão desenvolvido quanto o nosso ainda existam crianças morrendo de doenças que deveriam ter sido erradicadas há muito tempo.” Ele lembrou que “a vacinação já evita de 2 a 3 milhões de mortes por ano e pode impedir mais 1,5 milhão se a cobertura global da vacinação melhorar.”

Surtos

Na abertura da cúpula, Juncker e Ghebreyesus pediram uma intensificação urgente dos esforços para impedir a propagação de doenças preveníveis por vacina, como o sarampo. Nos últimos três anos, sete países, incluindo quatro na região europeia, perderam o status de eliminação do sarampo.

De acordo com a OMS, novos surtos são o resultado direto de lacunas na cobertura vacinal, inclusive entre adolescentes e adultos que nunca foram totalmente vacinados. Para combater eficazmente as lacunas de vacinação, a cúpula abordou as múltiplas barreiras, incluindo direitos, regulamentos e acessibilidade, disponibilidade, qualidade e conveniência dos serviços de vacinação, normas sociais e culturais, custos e apoio, motivação, atitudes e conhecimentos individuais.

A Comissão Europeia e a OMS também pediram um forte apoio à Gavi, a Aliança Global de Vacinas.

Novos modelos e oportunidades para acelerar o desenvolvimento de vacinas também fizeram parte da agenda, assim como maneiras de garantir que a imunização seja uma prioridade de saúde pública e um direito universal.

Ameaça

A OMS declarou a hesitação em relação às vacinas, incluindo complacência e falta de confiança e conveniência, uma das dez ameaças à saúde global em 2019. A agência da ONU enfatiza que as vacinas são seguras e eficazes, e são a base de qualquer sistema de atenção primária à saúde.

Até agora em 2019, os casos relatados de sarampo atingiram os números mais altos vistos em todo o mundo desde 2006. Um aumento nos casos de sarampo iniciado em 2018 continuou em 2019, com aproximadamente 90 mil casos relatados no primeiro semestre do ano apenas na região europeia da OMS e mais de 365 mil em todo o mundo.

 

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