Campanha contra o estigma marca Mês Mundial da Doença de Alzheimer nas Américas BR

Doença de Alzheimer e outras formas de demência passaram a fazer parte da lista das principais causas de morte
Foto: OMS/P. Virot
Doença de Alzheimer e outras formas de demência passaram a fazer parte da lista das principais causas de morte

Campanha contra o estigma marca Mês Mundial da Doença de Alzheimer nas Américas

Saúde

Iniciativa com o nome "Vamos conversar sobre demência" visa incentivar conversa mais confortável e aberta sobre a doença; número previsto de pessoas que vivem com demência pode triplicar, dos 50 milhões atuais para 152 milhões em 2050.

A Organização Pan-Americana da Saúde, Opas, e a Alzheimer's Disease International, ADI, lançaram nas Américas uma campanha que incentiva as pessoas a conversarem de maneira mais confortável e aberta sobre a doença de Alzheimer e a demência.

A iniciativa “Vamos conversar sobre demência” marca o Mês Mundial da Doença de Alzheimer e se baseia no entendimento de que falar sobre a demência ajuda a enfrentar o estigma, normaliza a linguagem e incentiva as pessoas a descobrirem mais sobre a doença e a procurarem ajuda, aconselhamento e apoio.

Recomendações da OMS incluem exercício fisico
Recomendações da OMS incluem exercício fisico , by Banco Mundial/Miso Lisanin

Conscientização

A Opas e a ADI estão trabalhando na campanha de conscientização sobre a demência para a Região das Américas como parte do Plano de Ação Regional da Opas sobre Demência entre 2015 e 2019.

Segundo a agência da ONU, o estigma em torno da doença nas Américas ainda é uma grande barreira para as pessoas buscarem ajuda, aconselhamento e apoio. Esse estigma pode ser semelhante ao associado a outras questões de saúde mental, se centrar no preconceito pela idade, na falta de tratamentos médicos disponíveis e até mesmo ser atribuído a fatores como “bruxaria”.

A Opas aponta ainda que há muito apoio disponível em toda a região, e que conversar sobre o problema pode ajudar as pessoas a viverem bem pelo maior tempo possível.

Conversa

A diretora da agência, Carissa Etienne, afirmou que o primeiro passo para enfrentar o estigma em torno da demência é estar aberto a conversar. Para ela, "a falta de conhecimento sobre a demência e como uma pessoa afetada pode se comportar levou ao estigma associado" à questão.

Etienne disse que "a campanha se concentrará em aumentar as conversas sobre a demência em todos os lugares, já que conversar é frequentemente o primeiro passo para conscientizar, entender e quebrar barreiras ao diagnóstico e atendimento".

Crise

A diretora executiva da ADI, Paola Barbarino, destacou que é preciso "levar as pessoas a falarem com mais conforto sobre a doença de Alzheimer e a demência.” Ela enfatizou que “a demência é uma das crises globais de saúde e assistência social mais significativas do século 21, com alguém desenvolvendo-a a cada três segundos.”

No Dia Mundial da Doença de Alzheimer, marcado em 21 de setembro, a ADI lançará o Relatório Mundial sobre Alzheimer, que aborda as atitudes globais em relação à demência, com base em uma pesquisa com quase 70 mil pessoas em 155 países. Uma das principais conclusões dessa pesquisa mostra que 95% dos entrevistados acreditam que desenvolverão demência durante a vida.

A iniciativa “Vamos conversar sobre demência” marca o Mês Mundial da Doença de Alzheimer.
Adultos com menos recursos económicos e sociais têm uma saúde mais precária.

Síndrome

A demência é uma síndrome que afeta a memória, outras habilidades cognitivas e comportamentos que interferem significativamente na capacidade de uma pessoa de manter suas atividades cotidianas. Embora a idade seja o fator de risco mais forte conhecido para a demência, a condição não é uma parte normal do envelhecimento.

A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência. As mortes devido à demência mais do que dobraram entre os anos 2000 e 2016, tornando-a a 5ª principal causa de morte global em 2016, em comparação com o 14º lugar em 2000.

A prevalência de demência em todo o mundo está aumentando exponencialmente. A estimativa é de que o número previsto de pessoas vivendo com demência triplique dos 50 milhões atuais para 152 milhões em 2050.

10 sinais de alerta

Para conversar sobre o tema e conhecer mais sobre os sinais precoces de alerta da demência, as pessoas podem responder um questionário virtual com 10 perguntas na página da campanha, que se dirige ao público em geral e aos profissionais de saúde.

Para mais informações, clique aqui.