Facebook e ONU combatem desinformação sobre vacinas

5 setembro 2019

Rede social e Instagram vão direcionar pessoas para informações da Organização Mundial da Saúde disponíveis em várias línguas; agência da ONU diz que informações falsas sobre o tema são “uma grande ameaça à saúde global.”

A Organização Mundial da Saúde, OMS, destacou esta quinta-feira o compromisso do Facebook e Instagram de garantir que seus usuários encontrem fatos sobre vacinas nessas redes sociais.

As duas plataformas irão direcionar milhões de pessoas para informações ​​sobre vacinas disponibilizadas pela OMS em vários idiomas, para garantir que essas mensagens cheguem às pessoas que mais precisam.

Cobertura de vacinas na África Subsaariana se estagnou ao nível de 72% nos últimos cinco anos, OMS/Lindsay Mackenzie

Desinformação

Em nota, a agência da ONU diz que a iniciativa “está em discussão há vários meses para garantir que as pessoas possam acessar informações autorizadas sobre vacinas e reduzir a disseminação de imprecisões.”

Sempre que uma pessoa pesquisar informação sobre vacinas ou clicar em uma hashtag relacionada com este tema, surgirá uma nova janela que levará para a OMS. Se o usuário estiver nos Estados Unidos, será direcionado para o Centro de Controle e Prevenção de Doenças, CDC, na sigla em inglês.

Segundo a OMS, “a desinformação da vacina é uma grande ameaça à saúde global que pode reverter décadas de progresso feito no combate a doenças evitáveis.”

Em nota, o diretor-geral da agência afirma que as principais empresas digitais “têm uma responsabilidade com seus usuários de garantir que possam ter acesso a fatos sobre vacinas e saúde.”

Segundo Tedros Ghebreyesus, “seria ótimo ver as plataformas sociais e de pesquisa se unirem para combinar o seu alcance.”

Campanha

Enfermeira Gezile Maseko trabalha com vacinas no Centro de Saúde Shabasonje em Shibuyunji, na Zâmbia, Pnud/Slingshot

Muitas doenças debilitantes e mortais podem ser prevenidas de forma eficiente com vacinas. Os exemplos mais comuns apontados pela OMS são sarampo, difteria, hepatite, poliomielite, cólera, febre amarela e gripe.

A agência quer “que os atores digitais façam mais para divulgar em todo o mundo que as vacinas funcionam” e apela ao uso da hashtag #VaccinesWork ou #VacinasFuncionam, em português.

Esses esforços on-line devem ser acompanhados por ações dos governos e do setor da saúde que promovam a confiança na vacinação e respondam às necessidades e preocupações dos pais.

Para Tedros Ghebreyesus, é necessária “inovação que apoie comportamentos saudáveis ​​para salvar vidas e proteger os vulneráveis.” Atualmente, muitos pais desejam vacinar seus filhos mas não têm acesso a estas ferramentas.

O chefe da OMS conclui dizendo que a agência não irá “mais perder oportunidades para impedir a propagação de algumas das doenças mais mortais do mundo.”

 

 

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