Guterres inicia visita de solidariedade à RD do Congo elogiando ação pela segurança

1 setembro 2019

Secretário-geral pretende reforçar apoio ao combate à epidemia de ebola que já provocou mais de 2 mil mortes; representante elogiou forças de paz pelo seu serviço e sacrifício no país que combate dezenas de grupos armados.

 

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, chegou este sábado à República Democrática do Congo, RD Congo, acompanhado de altos funcionários da organização.

Durante três dias, a comitiva pretende expressar solidariedade aos civis que enfrentam situações que incluem insegurança e crises de saúde com destaque para a epidemia de ebola, que em mais de um ano provocou mais de 2 mil mortes.

Forças de Paz

A visita de Guterres começou na cidade de Goma, no nordeste congolês, situada próximo do centro da epideia de ebola. O chefe da ONU falou a jornalistas após ter sido recebido pelo governador da província de Kivu do Norte, Carly Nzanzu Kasivita.

O secretário-geral também se encontrou com funcionários da organização, liderados pela sua representante especial no país, Leila Zerrougui. Na sessão, Guterres elogiou as forças de paz pelo seu “serviço e sacrifício” e por colocarem suas vidas em risco para proteger os civis.

Guterres destacou ainda a solidariedade das Nações Unidas com as forças de segurança congolesas para combater o terrorismo e os grupos armados não somente no território congolês, “mas também em toda a África e no mundo”.

Em declarações a jornalistas, o chefe da ONU expressou o apoio das Nações Unidas às autoridades da RD Congo para que estes grupos sejam gradualmente eliminados e que a autoridade do Estado possa ser retomada em todos os lugares.

Cooperação

Secretário-geral agradeceu o papel de soldados de paz na RD Congo., by ONU/Martine Perret

Para António Guterres, a segurança do povo congolês e do Kivu do Norte são para a ONU uma prioridade fundamental, ao mesmo tempo que os aspetos da cooperação para o desenvolvimento e da resposta humanitária.

Na delegação oficial da ONU está também o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, OMS, Tedros Ghebreyesus. O chefe da agência destacou que os civis congoleses também lidam com os efeitos fatais de outras doenças como sarampo e malária, que provocam mais mortes que o ebola.

Para Tedros, é por esse motivo que é “tão importante ter um sistema de saúde abrangente” no país dos Grandes Lagos.

Desafios

Guterres considerou o surto de ebola uma “terrível situação” ao lado de outras importantes questões de saúde incluindo lidar com o sarampo, a malária e a cólera. Em nome da ONU, ele prometeu continuar a atuação com as autoridades congolesas e com o povo no combate a todos esses desafios.

O chefe das Nações Unidas realizará encontros com funcionários do governo, as partes envolvidas no processo de paz da RD Congo, representantes civis e uniformizados da Missão das Nações Unidas no país, Monusco.

A comitiva inclui o subsecretário-geral para as Operações de Paz, Jean-Pierre Lacroix,  o enviado especial para os Grandes Lagos, Michel Kafondo, a diretora regional da OMS para a África, Matshidiso Moeti, o diretor executivo do Programa de Emergências em Saúde da agência, Mike Ryan, e o diretor-geral assistente de Resposta de Emergência, Ibrahima Socé Fall.

ONU/Martine Perret
Secretário-geral se reuniu com liderança da Monusco incluindo a representante especial Leila Zerrougui (esquerda) e o subsecretário-geral das Operações de Paz Jean-Pierre Lacroix (direita).

 

 

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