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Eleições presidenciais são fundamentais para estabilizar a Guiné-Bissau, diz ONU

Uma jovem deposita seu voto em uma urna durante as eleições legislativas de 2019 em Bissau, Guiné-Bissau.
Alexandre Soares Cooperação da ONU com a Guiné-Bissau incluiu apoio ao ciclo eleitoral de 2019.

Eleições presidenciais são fundamentais para estabilizar a Guiné-Bissau, diz ONU

Assuntos da ONU

Representante das Nações Unidas no país destaca apoio para a realização da votação agendada para 24 de novembro; cenário político guineense é marcado pela escolha de concorrentes ao pleito.*

O representante residente do Programa da ONU para o Desenvolvimento, Pnud, na Guiné-Bissau disse acreditar que as eleições presidenciais tenham lugar na data prevista. Tjark Egenhoff afirmou que o processo é essencial para a estabilização política do país.

Em conversa com a ONU News, em Bissau, o responsável disse haver condições para que as eleições aconteçam e garantiu a ação do Sistema das Nações Unidas para que a votação ocorra dentro do plano.

Condições

“As eleições vão ter lugar no dia 24 de novembro, tal como está previsto aqui. O Pnud, tal como o Sistema das Nações Unidas, vai apoiar nesse sentido. Essas eleições presidenciais são fundamentais para a estabilização política do país”.

Eleitores na República Democrática do Congo conferem seus nomes em uma lista em uma seção eleitoral durante as eleições de 30 de dezembro de 2018.
Eleitores procuram os seus nomes nas listas durante as eleições presidenciais e legislativas em dezembro passado. , by Monusco/Alain Likota

O presidente cessante, José Mário Vaz, anunciou a sua recandidatura à magistratura suprema do país. Entre os candidatos figuram também três ex-primeiros-ministros.

Trata-se de Carlos Gomes Júnior, candidato independente, Domingos Simões Pereira, do Paigc, partido no poder, e Umaro Cissoko Embaló do Movimento para a Alternância Democrática, na oposição.

Gestão dos Recursos

O Pnud presta apoio técnico as entidades eleitorais e gere os fundos destinados ao processo. TJark Egenhoff deu detalhes sobre as ações para a realização do pleito.

“Estamos trabalhando com a CNE, Gtape e o Ministério da Administração Territorial para apoio técnico das eleições. Estamos também a gerir todos os fundos para o financiamento das operações quanto as eleições”.

No terreno, o Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral, Getap, verifica as omissões dos nomes nos cadernos eleitorais.

Essa questão levou a que cerca de 25 mil eleitores não votassem nas legislativas de 10 de março último.

*De Bissau para ONU News, Amatijane Candé.