Acnur apoia sobreviventes após novo naufrágio com dezenas de vítimas no Mediterrâneo

27 agosto 2019

Cerca de 40 pessoas teriam morrido afogadas e outras 60 sobreviveram no mais recente incidente na costa da Líbia; número de mortes na travessia ao Mediterrâneo em 2019 ultrapassa 900.

Equipes da Agência da ONU para Refugiados, Acnur, prestam assistência médica e humanitária aos sobreviventes durante as buscas para localizar dezenas de pessoas de um  naufrágio que ocorreu esta terça-feira no mar Mediterrâneo.

Em nota, a agência estima que 40 pessoas teriam morrido afogadas no incidente que aconteceu na costa da Líbia. Cerca de 60 sobreviventes foram levados para a cidade costeira de Al-Khoms, situada a cerca de 100 quilômetros a leste de Trípoli.

Tragédias

O desastre levou a agência a renovar o pedido urgente por mais ação para salvar vidas. O enviado especial do Acnur  para o Mediterrâneo Central, Vincent Cochetel, disse que não se deve simplesmente aceitar que essas tragédias sejam inevitáveis.

A agência participa na operação de resgate liderada pela Guarda Costeira da Líbia com a participação de pescadores locais.

Com a mais recente tragédia, estima-se que o número de pessoas que perderam a vida tentando atravessar o Mediterrâneo em 2019 ultrapasse os 900.

O naufrágio ocorre algumas semanas após o pior incidente isolado que ocorreu este ano na área, onde cerca de 150 pessoas perderam a vida.

Buscas

O Acnur quer mais esforços para reduzir as mortes no mar, incluindo o retorno de navios de busca e salvamento dos Estados da União Europeia. Por isso, a agência pede “o levantamento das restrições legais e logísticas às operações de busca e salvamento de ONGs, tanto no mar quanto no ar”.

A nota destaca ainda que os “Estados costeiros devem facilitar, não impedir, esforços voluntários para reduzir as mortes no mar.”

Essas medidas devem estar em paralelo com o aumento dos locais de transferência e reassentamento desses países para tirar os refugiados da Líbia que estejam em perigo.

Ainda esta terça-feira, a vice-chefe do Acnur, Kelly Clements visitou a Líbia para avaliar as crescentes necessidades humanitárias do país do norte de África.

Migrantes

A representante pediu mais apoio aos afetados pela violência em curso, incluindo para refugiados e migrantes. Ela reiterou o apelo  da agência pelo fim da detenção arbitrária das pessoas resgatadas no mar e seu retornado à Líbia.

O Acnur voltou a prometer que trabalhará com as autoridades líbias para que sejam criadas alternativas  para mais de 4,8 mil refugiados e migrantes que agora estão em centros de detenção.

 

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