FMI aprova desembolso de US$ 23,9 milhões para Guiné-Bissau

26 agosto 2019

Acordo assinado em 11 de dezembro de 2017 prevê um empréstimo total de US$ 170,1 milhões; ritmo de crescimento continua estável e perspectivas de médio prazo são favoráveis com alguns riscos negativos.

O Conselho Executivo do Fundo Monetário Internacional, FMI, concluiu a terceira revisão sob o mecanismo de crédito estendido à Guiné-Bissau e aprovou o desembolso de mais US$ 23,9 milhões para o país.

Com o pagamento deste valor, sobe para US$ 95,7 milhões o montante desembolsado pelo FMI através de um acordo de crédito a três anos.

Acordo

Palácio Colinas de Boé, edifício da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau, Alexandre Soares

O acordo, assinado em 11 de dezembro de 2017, prevê um empréstimo total de US$ 170,1 milhões.

O acordo visa aumentar o investimento público em infraestrutura, preservar a estabilidade, fortalecer as redes de segurança social e promover o desenvolvimento do setor privado.

Em nota, o vice-diretor do Conselho Executivo do FMI disse que "continua o ritmo de crescimento da Guiné e as perspectivas de médio prazo são favoráveis com alguns riscos negativos.”

Ajustes

Para Mitsuhiro Furusawa, “as autoridades estão avançando na implementação de políticas macroeconómicas e reformas para promover um crescimento alto e reduzir pobreza, preservando a estabilidade.”

Segundo o representante, o desempenho do programa foi satisfatório e existiram avanços nas reformas. O especialista diz que as autoridades também já começaram a implementar medidas de ajuste orçamental, para ter em conta subsídios de eletricidade mais altos do que o previsto e receitas de impostos mais baixas.

Reformas

Ao mesmo tempo, Furusawa diz que no final do programa “as redes de segurança social serão fortalecidas para proteger os mais vulneráveis ​​e reduzir a pobreza” e que uma “melhor gestão pública dos investimentos promoverá retornos e eficiência de investimentos.”

A nível monetário, o especialista diz que “uma maior flexibilidade da taxa de câmbio apoiará a construção de reservas.” Além disso, “a política monetária precisa ser prudente para moderar a inflação.”

O vice-diretor conclui dizendo que “as autoridades estão promovendo reformas estruturais que apoiam o crescimento” e que “o fortalecimento da estrutura anticorrupção, o regime de LBC / CFT (combate ao branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo) e o clima de negócios fortalecerão a governança e apoiarão o desenvolvimento do setor privado.”

 

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