Guterres alerta para número crescente de ataques por causa de religião ou crença

22 agosto 2019

Neste 22 de agosto, as Nações Unidas marcam pela primeira vez o Dia Internacional em Homenagem às Vítimas de Atos de Violência Baseada na Religião ou Crença; secretário-geral diz haver riqueza e força na diversidade.

O secretário-geral afirmou que “nos últimos meses, tem se visto um número crescente de ataques contra indivíduos e grupos visados ​​simplesmente por causa de sua religião ou crença.”

Neste 22 de agosto, as Nações Unidas marcam pela primeira vez o Dia Internacional em Homenagem às Vítimas de Atos de Violência Baseada na Religião ou Crença.

Vítimas

Secretário-geral depoista coroa de flores em Christchurch, na Nova Zelândia, depois de tiroteio em mesquita, ONU/Mark Garten

Em mensagem sobre a data, António Guterres diz que nos últimos meses “judeus foram assassinados em sinagogas, suas lápides desfiguradas com suásticas, muçulmanos abatidos em mesquitas, seus locais religiosos vandalizados, cristãos mortos em oração, suas igrejas incendiadas.”

O chefe da ONU afirma que “muitos assaltos, como os da Nova Zelândia, Sri Lanka e Estados Unidos, têm como alvo locais de culto específicos.” Além disso, “em muitos conflitos em todo o mundo, da Síria à República Centro-Africana, comunidades inteiras foram atacadas com base em sua fé.”

Guterres lembra que “todas as principais religiões do mundo defendem a tolerância e a coexistência pacífica em um espírito de humanidade compartilhada.” Segundo ele, as pessoas devem “resistir e rejeitar aqueles que, de maneira falsa e maliciosa, invocam a religião para construir equívocos, alimentar a divisão e espalhar o medo e o ódio.”

O secretário-geral afirma que “há riqueza e força na diversidade” e que esta “nunca é uma ameaça.”

Ação e planos

Guterres diz que as Nações Unidas estão “fazendo tudo ao seu alcance para impedir tais ataques e exigindo que os autores ​​sejam responsabilizados.”

Recentemente, o secretário-geral lançou a Estratégia e Plano de Ação das Nações Unidas contra Discurso de Ódio e um Plano de Ação para salvaguardar locais religiosos.

Para ele, “a melhor maneira de superar a ameaça de violência baseada em religião e crença é unir vozes para o bem, combatendo as mensagens de ódio com mensagens de paz, abraçando a diversidade e protegendo os direitos humanos.”

Guterres afirma ainda que “o mundo deve intensificar o combate ao antissemitismo, ao ódio antimuçulmano, à perseguição de cristãos e outros grupos religiosos e a todas as formas de racismo, xenofobia, discriminação e incitação à violência.”

Direitos

As liberdades de religião ou crença, de opinião e de expressão além do direito à reunião pacífica e à liberdade de associação estão consagrados nos artigos 18, 19 e 20 da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Segundo a ONU, a defesa destes direitos tem um papel importante na luta contra todas as formas de intolerância e discriminação. O debate aberto e o diálogo inter-religioso e intercultural podem desempenhar um papel positivo no combate ao ódio religioso, ao incitamento e à violência.

A organização afirma que os atos contínuos de intolerância e violência baseados em religião ou crença estão aumentando. É por isso que a Assembleia Geral aprovou uma resolução, em 3 de junho de 2019, condenando com veemência esta situação e proclamando o Dia Internacional em Homenagem às Vítimas de Atos de Violência Baseada na Religião ou Crença.

 

 

 

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