ONU renova compromisso com vítimas do terrorismo

21 agosto 2019

Esta quarta-feira, 21 de agosto, marca o Dia Internacional em Memória e Tributo às Vítimas de Terrorismo; para o secretário-geral, a data “lembra que não importa há quanto tempo um ataque aconteceu, as vítimas continuam a lutar com seu legado.”

O secretário-geral da ONU disse que o terrorismo “causa danos permanentes aos indivíduos, famílias e comunidades” e que “essas cicatrizes são profundas e, embora possam desaparecer com o tempo, nunca desaparecem.”

Esta quarta-feira, 21 de agosto, marca o Dia Internacional em Memória e Tributo às Vítimas de Terrorismo. Em mensagem sobre o dia, António Guterres disse que a data “lembra que não importa há quanto tempo um ataque aconteceu, as vítimas continuam a lutar com seu legado.”

Oportunidade

Kedra Abakar, de 25 anos, foi raptado da sua casa na ilha Ngomiron Doumou, no Lago Chade, por terroristas do Boko Haram
Kedra Abakar, de 25 anos, foi raptado da sua casa na ilha Ngomiron Doumou, no Lago Chade, por terroristas do Boko Haram, ONU News/Daniel Dickinson

Para o chefe da ONU, “vítimas e sobreviventes em todo o mundo precisam de uma oportunidade de se curar através de justiça e apoio.” Ele afirma que a comunidade internacional precisa “fornecer apoio multifacetado e de longo prazo” para que as vítimas e sobreviventes “possam curar, recuperar, reconstruir suas vidas e ajudar os outros.”

Segundo António Guterres, “as Nações Unidas ajudaram a conectar e levantar as vozes das vítimas do terrorismo através das atividades do Escritório de Contraterrorismo.”

Além disso, a recente aprovação, pela Assembleia Geral, de uma resolução sobre vítimas e a criação de um Grupo de Amigos das Vítimas do Terrorismo asseguram que o apoio da organização é ampliado, abordando todos os aspectos das necessidades das vítimas.

Vítimas

Segundo as Nações Unidas, embora mais países sejam hoje afetados pelo terrorismo, o número de vítimas concentra-se em um pequeno número de Estados-membros. Estas pessoas continuam lutando para ter suas vozes ouvidas, suas necessidades apoiadas e seus direitos defendidos.

A ONU diz que “poucos Estados-membros dispõem dos recursos ou da capacidade para satisfazer as necessidades de médio e longo prazo necessárias para que as vítimas recuperem totalmente, se reabilitem e integrem novamente a sociedade.”

Este ano, a segunda comemoração do Dia Internacional em Memória e Tributo às Vítimas de Terrorismo destaca a resiliência das vítimas e de suas famílias.

Para marcar a data, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, Unodc, e o Grupo de Amigos das Vítimas do Terrorismo abrem esta quarta-feira uma exposição fotográfica na sede da ONU em Nova Iorque. A exposição inclui declarações e histórias das vítimas e será aberta pelo secretário-geral.

Necessidades

Muitos camaroneses buscam refúgio da violência em igrejas, escolas e outros edifícios
Pessoas dos Camarões, deslocadas por atividades terroristas, frequentam uma igreja, Foto ONU/Eskinder Debebe

Em nota, o diretor executivo do Unodc, Yuri Fedotov, disse que “os recentes ataques terroristas em todo o mundo mostram a terrível verdade de que nenhuma sociedade, nenhum país permanece ileso ou intacto.”

Segundo ele, esta data “destaca a resiliência e a coragem das vítimas e sobreviventes e homenageia as muitas mulheres e homens que superaram a tragédia para se tornarem aliados vitais na luta contra o terrorismo.”

O representante diz que “suas vozes se elevam acima das narrativas distorcidas dos terroristas” e que “é dever da comunidade internacional ampliar essas vozes.”

O chefe do Unodc afirma que estas pessoas enfrentam vários desafios para conseguir justiça, como dificuldades no acesso à informação, falta de mecanismos apropriados ou ausência de apoio médico, financeiro e psicossocial a longo prazo.

Relator

Também em mensagem sobre a data, a relatora especial da ONU para a proteção e promoção dos direitos humanos e liberdades fundamentais no combate ao terrorismo pediu aos governos que intensifiquem esforços.

Fionnuala Ní Aoláin diz que as vítimas “frequentemente experimentam violência sem rosto, sem nome e totalmente indiscriminada.” Segundo ela, “poucos têm recursos físicos, emocionais, legais ou financeiros para responder a essa violência e para lidar com as complexas consequências jurídicas, médicas, sociais e econômicas.”

 

♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News
♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android
♦ Siga-nos no Twitter! Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud