ONU investiga ataque com mais de 60 mortos em festa de casamento em Cabul

18 agosto 2019

Pelo menos 180 pessoas ficaram feridas na cerimônia onde estavam cerca de mil pessoas no Afeganistão; domingo foi marcado pela realização de enterros das vítimas do ato ocorrido na noite de sábado.

As Nações Unidas condenaram com veemência o ataque terrorista que matou pelo menos 63 pessoas e provocou mais de 180 feridos, durante uma cerimônia de casamento realizada neste sábado em Cabul, no Afeganistão.

O secretário-geral da organização, António Guterres, expressa “as mais profundas condolências” às famílias das vítimas, ao governo e ao povo do Afeganistão em nota em que deseja uma rápida recuperação aos feridos.

"Terror"

De acordo com a Missão da ONU no Afeganistão, Unama, uma equipe de direitos humanos investiga o incidente e trabalha para estabelecer os fatos ocorridos na cerimônia de casamento xiita onde estavam mais de mil pessoas.

Para o representante especial do secretário-geral no Afeganistão, Tadamichi Yamamoto, “um ataque deliberado contra civis é um ultraje e profundamente perturbador, pois só pode ser descrito como um ato covarde de terror”.

Após condenar o ato, o enviado ressalta que esse tipo de ataques deliberados contra civis sinaliza “uma intenção deliberada de espalhar o medo entre a população, que já sofreu demais”.

Unama/Fardin Waezi
O salão de festas Shahr-e-Dubai fica numa área da cidade que é densamente povoada pela minoria muçulmana xiita.

O salão de festas fica numa área da cidade que é densamente povoada pela minoria muçulmana xiita do Afeganistão, destaca a Unama. A missão documentou vários ataques anteriores realizados de forma deliberada contra essa comunidade.

De acordo com agências de notícias, vários enterros aconteceram este domingo na capital afegã, após o ato que teve lugar às cerca das 22:40, hora local. O grupo terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil, teria assumido a autoria do ataque.

Justiça 

Yamamoto destaca que o “ritmo desses ataques atrozes indica que as medidas atuais para proteger devem ser fortalecidas”, e que os organizadores e executores desse ato devem ser levados à justiça e responsabilizados.

O também chefe da Unama, destacou que as Nações Unidas estão solidárias com todos os afegãos e continuam comprometidas com um processo de paz liderado pelo Afeganistão “que acabará com a guerra e trará uma paz duradoura”.

 

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