Banco Mundial investirá na segurança hídrica do Ceará
BR

9 agosto 2019

Novo projeto beneficiará 1 milhão de pessoas com melhorias na capacidade de gestão da água e em redução das perdas, entre outras ações no estado brasileiro.

O Banco Mundial aprovou nesta quinta-feira, em Washington, projeto para melhorar a segurança hídrica do Ceará. O novo investimento, de US$ 139 milhões, beneficiará 1 milhão de pessoas.

São três os objetivos da iniciativa: consolidar a capacidade de gestão dos recursos hídricos; aumentar a confiabilidade dos serviços de água em nove municípios e melhorar a eficiência operacional dos serviços de água em Fortaleza, capital cearense.

Comunidade Bom Jardim, na zona rural de Quixadá, sertão central do Ceará, no Brasil. Foto: Agência Brasil/Fernando Frazão

Ferramentas

Para isso, o projeto buscará dar mais transparência e governança à prestação de serviços. Também ajudará a desenvolver ferramentas de planejamento e tomada de decisões com base em evidências. A gerente do projeto, Paula Freitas, do Banco Mundial, fala sobre alguns resultados esperados pela equipe.

“Além de levar um serviço mais confiável para os usuários e reduzir as perdas na distribuição de água, nós esperamos aumentar a capacidade do Estado para previsão climática e monitoramento dos reservatórios, o que é muito relevante no planejamento de medidas contra as secas.”

O Ceará tem 93% do território no semiárido, com temperaturas muito altas, chuvas escassas e concentradas e problemas sérios de falta de água. E, com as mudanças climáticas, o estado pode ficar ainda mais vulnerável.

Agência Brasil/Fernando Frazão
No Ceará, Brasil, moradores em fila para a retirada de água em posto de abastecimento.

Recursos  

Vale lembrar que, entre 2012 e 2017, uma seca reduziu drasticamente os níveis dos reservatórios. Por isso, a qualidade da água piorou e o governo promoveu a adoção de regras rigorosas de alocação de recursos hídricos.

Recentemente, o Banco Mundial aprovou outro projeto para aumentar a produtividade e a competitividade da agricultura familiar do Ceará.

 

*Reportagem: Mariana Ceratti, do Banco Mundial

 

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