Insegurança alimentar afeta cerca de 5,5 milhões de pessoas das áreas rurais de Zimbábue
BR

7 agosto 2019

Mais de 3 milhões de pessoas deverão precisar de ajuda humanitária urgente entre outubro e dezembro de 2019; chefe do PMA diz que é preciso aumentar rapidamente esforços “para atender necessidades alimentares urgentes dos mais afetados pela crise econômica e pela seca.”  

Cerca de 5,5 milhões de pessoas nas áreas rurais do Zimbábue enfrentam insegurança alimentar. Destas, mais de 3 milhões, ou 38% da população rural, deverão precisar de ajuda humanitária urgente entre outubro e dezembro de 2019.

De acordo com as Nações Unidas, a vulnerabilidade urbana também está aumentando. O Ministério do Serviço Público, Trabalho e Bem-Estar Social estima que a insegurança alimentar atinja até 2,2 milhões de pessoas em áreas urbanas.

Apelo Humanitário

Durante o lançamento do Apelo Humanitário Revisado do Zimbabué, de janeiro de 2019 a abril de 2020, o governo, a ONU, a sociedade civil e os parceiros de desenvolvimento reforçaram o seu compromisso coletivo de responder as crescentes necessidades humanitárias das pessoas vulneráveis impactado negativamente por choques climáticos e econômicos.

Em apoio aos esforços do governo, o Apelo Humanitário Revisado do Zimbábue quer atender as necessidades humanitárias prioritárias multisetoriais de 3,7 milhões de pessoas vulneráveis com um total de US$ 331,5 milhões. O valor será aplicado no período entre julho de 2019 e abril de 2020.

O apelo foca no apoio prioritário para salvar vidas, visando as pessoas mais necessitadas, incluindo apoio humanitário das comunidades afetadas pelo ciclone.

Lançamento

O lançamento do apelo revisado foi organizado pelo Governo do Zimbabué e pelas Nações Unidas.

O diretor executivo do Programa Mundial de Alimentos, PMA, David Beasley, que esta semana visita o país, disse que é preciso aumentar rapidamente os esforços “para atender às necessidades alimentares urgentes dos mais afetados pela crise econômica e pela seca.”  

Beasley destacou que, no entanto, também é preciso “trabalhar mais nos problemas de longo prazo, fortalecendo as comunidades cronicamente famintas, para que possam resistir melhor aos choques climáticos e outras emergências.”

Resposta

Em nota, o presidente do Zimbábue, Emmerson Manangagwa, disse que “acima de tudo, a estratégia de resposta do governo procura proteger e empoderar os vulneráveis, principalmente mulheres, crianças e meninas cuja perspectivas de educação não devem ser diminuídas pelo desdobramento do desafio humanitário.”

O coordenador residente da ONU no país, Bishow Parajuli, reconhecendo os esforços feitos pelo governo para enfrentar os desafios humanitários enfrentados no país. Entre eles estão a resposta ao ciclone Idai, a situação atual de insegurança alimentar além de enfrentar os desafios macroeconômicos mediante a implementação do Programa de Estabilização Transitória.

Para ele, “enquanto esforços estão sendo empreendidos para abordar este conjunto de desafios extremamente complexos, há uma obrigação moral e uma urgência para a comunidade internacional em ajudar no apoio aos mais necessitados com assistência humanitária”.

Apoio

Com o apoio dos parceiros de desenvolvimento e os esforços conjuntos dos agentes humanitários, foram arrecadados US$ 133 milhões ou 45,5% das necessidades humanitárias prioritárias entre o período de janeiro a junho de 2019. Segundo a ONU, 2 milhões de mulheres, homens e crianças foram beneficiados.

Cerca de 1,2 milhão de pessoas tiveram acesso à ajuda alimentar, 400 mil receberam água limpa e saneamento seguro, 600 mil obtiveram serviços essenciais de saúde e 16 mil meninas e meninos se beneficiaram de serviços de proteção infantil.

 

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