Em Moçambique, agência da ONU debate futuro do trabalho

2 agosto 2019

Conferência da Organização Internacional do Trabalho decorreu em Maputo; diretor de escritório regional disse que é preciso entender benefícios do aumento da população jovem na região; até 2030, número de jovens em África deve aumentar 42%.

Aconteceu esta quinta-feira, em Maputo, uma conferência sobre o mundo do trabalho para marcar os 100 anos da Organização Internacional do Trabalho, OIT.

O encontro teve como tema o "Futuro do trabalho e o ambiente Favorável para empresas sustentáveis".

História

O diretor do Escritório da agência para Zâmbia, Maláui e Moçambique, George Okutho, foi um dos participantes.

Em declarações à ONU News, o representante disse que “os últimos 100 anos têm sido de conquistas tremendas no terreno, promovendo justiça social, promovendo emprego e promovendo direitos para todos.”

Segundo ele, nas últimas décadas a OIT ajudou a “criar oportunidades de emprego mais justas em diferentes circunstâncias, mas estes desafios continuam.”

Futuro

Okutho afirmou que “como organização, a OIT não pode celebrar 100 e anos e continuar da mesma forma.” É necessário “refletir sobre como o mundo do trabalho será nos próximos 100 anos.”

O diretor disse que “para manter o nosso lindo planeta habitável, não apenas para nós, para os nossos filhos e os filhos dos nossos filhos, é preciso fazer escolhas drásticas em termos de como produzimos, como consumimos, como trabalhamos e como usamos os nossos recursos.”

Jovens

Falando sobre as mudanças demográficas no continente africano, Okutho disse que “os dividendos só podem ser colhidos se entendermos o lucro.”

Segundo as Nações Unidas, África é o único continente onde ainda não foi atingido o pico no número de jovens, que continua crescendo rapidamente.

Em 2015, 226 milhões de jovens entre 15 e 24 anos viviam na África, representando 19% da população global de jovens. Até 2030, prevê-se que o continente tenha aumentado em 42% o número de indivíduos do grupo.

Okutho afirmou que também “não se pode falar sobre dividendos da demografia se não for melhorada a qualidade de vida dos jovens em África.”

 

 

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