Graziano da Silva termina mandato na FAO melhorando “a vida das pessoas mais vulneráveis”

1 agosto 2019

Quarta-feira, 31 de julho, foi o último dia do brasileiro como diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação; Qu Dongyu, da China, inicia mandato prometendo abordagens inovadoras.

Esta quinta-feira, 1 de agosto, marca o início do mandato do novo diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO. Nos próximos quatro anos, o cargo será ocupado pelo chinês Qu Dongyu.

Em cerimônia para marcar a passagem de testemunho, em Roma, José Graziano da Silva disse que programas de proteção social e políticas públicas para reduzir a fome e a qualidade dos alimentos devem ser melhorados.

O novo eleito diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, da China, sucede o brasileiro Graziano da Silva, FAO/Alessandra Benedetti

Diferença

No seu último discurso no cargo, Graziano da Silva destacou o papel da FAO, particularmente no terreno, onde faz a diferença para melhorar a “vida das pessoas mais vulneráveis.”

O representante também mencionou a assistência técnica que a agência presta aos Estados-membros, especialmente aos países em desenvolvimento, ao mesmo tempo que desenvolve um trabalho normativo e de recomendações.

Sobre o seu sucesso, Graziano da Silva disse não ter "dúvidas de que o Dr. Qu tem muito a oferecer à FAO em termos de conhecimento e experiência."

Futuro

Qu Dongyu é agora o nono diretor-geral da FAO e ocupará o cargo durante um mandato de quatro anos, até 31 de julho de 2023.

O representante agradeceu a Graziano da Silva pelo "processo de transição suave", que descreveu como "uma nova cultura para a FAO". Ele também expressou "profundo respeito" pelo trabalho que o brasileiro realizou durante oito anos na organização.

Olhando para o futuro, Qu Dongyu disse que pretende "trabalhar para uma FAO que usa ciência e tecnologia modernas, e adota abordagens inovadoras."

Segundo ele, o objetivo “é tornar a organização mais dinâmica, transparente e inclusiva nos próximos quatro anos."

Qu Dongyu também destacou a necessidade de estabelecer diálogo, construir confiança, aumentar a eficiência e focar na prestação de contas.

 

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