Missão da ONU quer campanha eleitoral justa no Afeganistão
BR

29 julho 2019

Período que começou no domingo termina em 25 de setembro; ONU fornece assistência técnica para processo com 18 candidatos; três  mulheres estão inscritas para concorrer à eleição como vice-presidentes.

Com o início da campanha para a eleição presidencial, a Missão das Nações Unidas no Afeganistão, Unama, pediu esta segunda-feira que os candidatos e apoiantes realizem esse processo de forma justa no país.

Em nota, emitida em Cabul, a operação política faz um apelo para que o período eleitoral aconteça como preveem a Lei, o Código de Conduta da Comissão Eleitoral Independente para os candidatos e regulamentos promulgados pelo órgão.

De acordo com as autoridades, 18 candidatos concorrem para a eleição no Afeganistão que tem três mulheres inscritas como vice-presidentes. , by Foto Unama/ Abbas Naderi

Assistência

A campanha para a eleição presidencial começou no domingo e termina em 25 de setembro. As Nações Unidas fornecem assistência técnica para o processo e pedem que a votação, agendada para 28 de setembro, seja crível e realizada a tempo.

De acordo com as autoridades, 18 candidatos concorrem para a eleição que tem três mulheres inscritas como vice-presidentes. Cerca de 9,6 milhões de eleitores são elegíveis para votar no pleito em mais de 5 mil centros de votação.

A operação política destaca que levando em conta que as partes interessadas devem trabalhar para construir confiança e segurança no processo eleitoral, espera-se que as campanhas forneçam informação e compreensão suficientes ao povo afegão para que exerça uma escolha informada para o seu próximo presidente.

Vontade

A Unama destaca que os meios de comunicação desempenham um papel particularmente importante no processo, assim como todos os afegãos devem criar e garantir um período de campanha eleitoral equilibrado e pacífico.

A operação política pediu ainda aos eleitores registrados para participar das eleições que permitam que os afegãos, incluindo mulheres, expressem sua vontade democrática.

Para a Unama, todas as partes devem estar cientes de suas obrigações perante a lei, incluindo decretos presidenciais sobre a não ingerência de funcionários públicos e forças de segurança nos assuntos eleitorais.

A nota lembra que todos os funcionários do governo são legalmente obrigados a separarem seus deveres no governo da campanha, ou a atuarem de uma maneira que não beneficiaria candidatos específicos.

A Unama reitera o compromisso contínuo e seu apoio a um processo liderado pelos afegãos e reconhece o papel das autoridades eleitorais, do governo e dos outros envolvidos em prol de uma eleição presidencial oportuna, transparente e confiável.

Fardin Waezi/ Unama
Vice-secretária-geral, Amina Mohammed, teve um encontro com o presidente do Afeganistão, Ashraf Ghani.

 

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