ONU quer compreender melhor o impacto da insegurança na Líbia sobre o Mali

29 julho 2019

Comandante militar da operação de paz diz que há necessidade de saber mais sobre ameaças e segurança; Portugal é o único país lusófono com forças em território maliano como parte do contingente da União Europeia.  

As Nações Unidas vão apurar quais os impactos causados pela instabilidade e insegurança na Líbia no Mali.

As declarações foram feitas à ONU News, em Nova Iorque, pelo comandante das forças militares da Missão das Nações Unidas no Mali, Minusma, general Dennis Gyllensporre.

Ameaças

Uma policial da Minusma durante patrulha em Timbuktu, by Foto: Minusma/Harandane Dick

O oficial declarou que os acontecimentos na Líbia têm impacto no Mali e nos países da região.  Ele acrescentou que a operação de paz em território maliano continuará a monitorar os desenvolvimentos na Líbia, para melhor entender como as ameaças e a insegurança se desenvolverão nos próximos meses.

Em abril, a escalada de conflitos em território líbio envolveu rebeldes do leste que não reconhecem o governo na capital, Trípoli. O país é marcado por confrontos, pela instabilidade política e por disputas pelo poder desde que o ex-líder Muammar Kaddafi foi deposto e morto, em 2011.

A Minusma é considerada umas mais perigosas operações de paz no mundo pelas baixas graves e regulares provocadas por atividades violentas de atores e grupos não estatais no norte. No total, 195 integrantes das forças de paz já perderam a vida em serviço no Mali.

Possíveis Progressos

Patrulha da Minusma no norte do Mali. Esta é uma das missões de paz mais perigosas da ONU, by Foto: Minusma-Sylvain Liechti

O comandante Gyllensporre vê possíveis progressos nos próximos 12 meses em território maliano, que também é marcado por confrontos inter-étnicos que provocam a morte de civis.

De acordo com o general, os sinais são promissores e o governo está empenhado em promover avanços tendo em conta a urgência e a necessidade de proatividade no cenário de conflitos. O oficial destacou ainda o compromisso da comunidade internacional em termos de fornecimento de recursos e na clareza em relação às necessidades de apoio.

Tanto as tropas de manutenção da paz da ONU como os civis têm sofrido o impacto da instabilidade e da insegurança, no país onde militares de Portugal que integram o contingente da União Europeia são os únicos lusófonos no terreno.

A Minusma é composta por 12.644 militares. A maioria deles foi enviada por países como Burquina Fasso, Chade,  Bangladesh, Egito e Senegal.

 

♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News
♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android
♦ Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud