Timor-Leste destaca esperança na cooperação com Cplp para atingir ODSs

19 julho 2019

Ministro para Reforma Legislativa e Assuntos Parlamentares sugere reflexão sobre  objetivos das independências para manter foco no progresso; Fidelis Manuel Leite Magalhães quer mais espaço para debater desenvolvimento e financiamento.

Timor-Leste conta com o apoio da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp, para alcançar os objetivos da Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável.

As declarações foram feitas esta sexta-feira, em Nova Iorque,  pelo ministro timorense para a Reforma Legislativa e Assuntos Parlamentares, Fidelis Manuel Leite Magalhães.

Agricultores em Timor-Leste, membros da Cooperação Sul-Sul. Foto: Unossc

Desafios

“Timor tem recebido bastante apoio de Portugal, do nosso país irmão Cabo Verde,  de Moçambique, de Angola e assim continuamos. Timor-Leste não conseguirá atingir a sua independência e ultrapassar os seus desafios de envolvimento sem o apoio dos membros da nossa comunidade.”

Os passos trilhados pelo país do Sudeste Asiático foram divulgados esta semana no Relatório Nacional Voluntário sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

O ministro  disse que não há muito tempo até 2030, e que só o trabalho árduo  ajudará a alcançar as metas previstas. Em sua opinião, os líderes dos países-membros da Cplp têm os objetivos e a consciência claros sobre os desafios e compromissos para fazer progressos.

Financiamento

“Os líderes nacionais, de tempos em tempos, devem fazer um retiro e repensar os objetivos das independências e  lutas pela libertação , tal como os nossos irmãos. Com base nessas conversas é essencial garantir a continuidade de desenvolvimento. Temos que discutir, conversar com os parceiros de desenvolvimento para ter uma continuidade. Aqui se fala de financiamento. Fala-se de financiamento e de apoios, mas o que é importante é a liderança nacional, a capacidade de dizer ‘não’ e também ter um espaço para discutir o modelo de desenvolvimento e o tipo de financiamento para atingir os objetivos. Sem esses apoios vai ser difícil atingir os ODSs.”

Após a apresentação do desempenho do país à comunidade internacional, o ministro declarou que de um modo geral, nenhum Estado pode desenvolver sem instituições democráticas, paz e estabilidade.

O representante timorense disse estar consciente que o seu país tem várias potencialidades. Para ele, é preciso um  diálogo mais inclusivo e que este envolva  setores além dos representantes estatais para se alcançar o ODSs.

Prometedor

“Timor-Leste é um país que tem muito potencial, tem enfrentado alguns desafios de desenvolvimento mas é um país prometedor. Tem bastantes recursos,  uma população jovem e uma riqueza que é o turismo. O país, neste momento, está a construir as bases como a infraestrutura e como a eletricidade, para poder avançar ainda mais com o desenvolvimento.”

Desde março, Leite Magalhães preside o Fórum Ásia-Pacifico para o Desenvolvimento Sustentável.

O mecanismo pretende envolver o governo e parceiros para atingir a Agenda 2030 na região. Ele disse que está em contacto com diversidades e similaridades na área com uma importante porção de “terras, de população e de mar em nível mundial”. Na região do Oceano Pacífico Ocidental vive 60% da população mundial.

Assuntos

“O que é essencial é reconhecer a importância do ODS 16. Não se desenvolve sem instituições democráticas, paz e estabilidade. Aliás é uma experiencia própria de Timor-Leste como país recém-independente. Da nossa experiencia e do meu portfolio como ministro de Reforma Legislativa e dos assuntos parlamentares é ter a certeza que da fase de desenvolvimento não se avança sem os pilares sem os pilares para tal. Neste contexto, são esseniais para ter um desenvolvimento sustentável, equitativo e inclusivo para todos os cidadãos.”

Na região geográfica de Timor-Leste vivem mais de 4,3 bilhões de pessoas, incluindo habitantes da China e da Índia, os países mais populosos do mundo.

 

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