ONU recorda Nelson Mandela como “extraordinário defensor global da dignidade e igualdade”

18 julho 2019

Se fosse vivo, ícone da luta contra o apartheid completaria 101 anos; em Dia Internacional de Nelson Mandela, secretário-geral da ONU destaca apelos do ex-líder pela coesão social e pelo fim do racismo.

O secretário-geral da ONU publicou uma mensagem pela passagem do Dia Internacional de Nelson Mandela, marcado este 18 de julho. António Guterres   destaca a homenagem a quem chama de “extraordinário defensor global da dignidade e igualdade, e um dos líderes mais emblemáticos e inspiradores do nosso tempo”.

Se estivesse vivo, o ex-presidente da África do Sul e ícone da luta contra o apartheid completaria 101 anos nesta quinta-feira.

Conflitos

A comemoração do Dia Internacional de Nelson Mandela foi proclamada há uma década pela Assembleia Geral da ONU. O objetivo é celebrar a proteção dos direitos humanos, a igualdade entre raças e etnias, a resolução dos conflitos entre povos e a integridade da humanidade.

Acompanhe, em vídeo, as declarações da viúva de Nelson Mandela. Graça Machel participou no evento que marcou os 100 anos do ex-presidente na ONU em 2018 . 

Cidadãos e grupos são incentivados a realizar jornadas de trabalho voluntário  “fazendo a diferença em suas comunidades para mudar o mundo para melhor”.

A mensagem chefe da ONU sublinha que Nelson Mandela “exemplificou coragem, compaixão e compromisso com a liberdade, paz e justiça social”. Guterres realça ainda que “ele viveu por esses princípios e estava preparado para sacrificar sua liberdade e até mesmo sua vida por eles.”

O secretário-geral afirmou que os apelos de Nelson Mandela pela coesão social e pelo fim do racismo são particularmente relevantes hoje, quando “o discurso do ódio lança uma sombra crescente em todo o mundo”.

Direitos Humanos

Para Guterres, enquanto de trabalha coletivamente pela paz, estabilidade, desenvolvimento sustentável e direitos humanos para todos, seria melhor recordar o exemplo dado por Nelson Mandela.

A mensagem sublinha que o melhor tributo ao ex-líder é demonstrado por ações. O chefe da ONU destaca ainda que a mensagem de Nelson Mandela para o mundo é clara que “cada um de nós pode se impor e agir por mudanças duradouras. Todos nós temos o dever de fazê-lo”, sublinha.

No dia de reflexão sobre a vida e obra de Nelson Mandela, o apelo do chefe da ONU é que o mundo abrace o legado do ex-presidente sul-africano bem como a aspiração de seguir o exemplo dado por ele.

Primeiro presidente da África do Sul livre e democrática, Nelson Rolihlahla Mandela morreu em 201 com 95 anos, e 20 anos após receber o Prêmio Nobel da Paz.

Encontro entre o ex-secretário-geral da ONU, Kofi Annan, e o ex-presidente sul-africano Nelson Mandela em Houghton, Johanesburgo, em março de 2006.
UN / E. Debebe
Encontro entre o ex-secretário-geral da ONU, Kofi Annan, e o ex-presidente sul-africano Nelson Mandela em Houghton, Johanesburgo, em março de 2006.

 

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