Vacinação tenta conter surtos de sarampo na República Democrática do Congo

12 julho 2019

Este ano, pelo menos 1.981 pessoas morreram no país devido a doença; região devastada pelo conflito armado, que agora é também o centro do segundo surto de ebola mais letal já registrado.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, e a ONG Médicos Sem Fronteiras apoiam uma campanha de vacinação contra o sarampo liderada pelo Ministério da Saúde da República da Democrática do Congo, RD Congo.

Este ano, pelo menos 1.981 pessoas morreram no país devido a doença. Mais de dois terços eram crianças com menos de cinco anos de idade.

Campanha de Vacinação

Profissionais de saúde pretendem vacinar as 67 mil crianças que vivem em Ituri, no nordeste. A região afetada pelo conflito armado é também o centro do segundo surto de ebola mais letal já registrado.

Até junho deste ano foram contabilizados quase 115 mil casos suspeitos de sarampo, número bastante superior aos 65 mil registrados durante o ano de 2018.

Os primeiros locais onde a campanha de vacinação contra o sarampo teve início foram os quatro campos de deslocados em Bunia, Ituri, que receberam um enorme número de famílias migrantes nos últimos meses. As campanhas também devem acontecer nas zonas de Tchomia e Nyankunde.

Ebola

Junto com Kivu do Norte, Ituri, é uma das duas províncias atingida pelo ebola desde o início do surto, há quase um ano, já foram registrados mais de 5,4 mil casos e 50 mortes.

O representante do Unicef na República Democrática do Congo, Edouard Beigbeder, alertou para a oportunidade de se “evitar um potencial grande perda de vidas. Segundo ele, “a ameaça combinada do ébola e do sarampo para os milhares de famílias que vivem em campos de refugiados sobrelotados e insalubres, não tem precedentes”

Na RD Congo, até o dia 8 de julho, foram registrados de 2.428 casos de ebola, com 1.641 mortes. Quase 30% dos casos são crianças.

Deslocados

Acredita-se que até 400 mil pessoas estejam deslocadas internamente em Ituri, a grande maioria delas mulheres e crianças. Muitos deles vivem nos cerca de 35 campos espalhados pela província, em território praticamente inacessível devido à insegurança.

A luta entre vários grupos armados danificou ou destruiu até metade das instalações de saúde e as escolas da província.

 

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