População mundial continua a aumentar, mas crescimento é desigual
BR

11 julho 2019

Em Dia Mundial da População, Nações Unidas destacam questões pendentes da Conferência Internacional da População e Desenvolvimento do Cairo; 68% da população mundial deverá viver em áreas urbanas até 2050.

As Nações Unidas marcam o Dia Mundial da População, este 11 de julho, com um apelo à atenção global para questões pendentes da Conferência Internacional da População e Desenvolvimento do Cairo. Em 2019 celebram-se 25 anos após a realização do evento.

Em mensagem sobre a data, o secretário-geral António Guterres disse que apesar dos progressos na redução da mortalidade materna e número de casos de gravidez indesejada, muitos desafios permanecem.

Questões relacionadas à gravidez ainda são a principal causa de morte entre meninas de 15 a 19 anos. Foto: OMS/Opas

Causa de Morte

O representante destaca que em todo o mundo, se assiste ao retrocesso nos direitos das mulheres, inclusive nos serviços essenciais de saúde.

Questões relacionadas à gravidez ainda são a principal causa de morte entre meninas de 15 a 19 anos. A violência baseada em gênero, que está enraizada na desigualdade, continua a ter um preço muito alto, segundo Guterres.

A ONU considera ainda que a população vem crescendo a um ritmo desigual. Para muitos dos países menos desenvolvidos, os desafios para o desenvolvimento sustentável são agravados pelo rápido crescimento populacional e pela vulnerabilidade às mudanças climáticas.

Outras nações enfrentam o desafio de envelhecimento das populações, incluindo a necessidade de promover um envelhecimento ativo e saudável e fornecer proteção social adequada.

Mudanças

Com a urbanização, 68% da população mundial deverá viver em áreas urbanas até 2050. Guterres destaca que o desenvolvimento sustentável e as mudanças climáticas dependerão cada vez mais do gerenciamento bem-sucedido do crescimento urbano.

Para o chefe da ONU, a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável é o modelo mundial para um futuro melhor para todos em um planeta saudável.

O Fundo das Nações Unidas para a População, Unfpa, anunciou que mais de 200 milhões de mulheres e meninas querem atrasar ou evitar a gravidez, mas não têm meios.

A diretora executiva da agência, Natália Kanem disse que essas mulheres e meninas são de populações mais pobres, membros de comunidades indígenas, rurais e marginalizadas, e que vivem com deficiências, e enfrentam as maiores lacunas nos serviços.

A diretora-executiva do Unfpa, Natalia Kanem. Foto: ONU Mulheres/Ryan Brown

Parceiros

Kanem destaca que é momento e agir agora, com urgência, para garantir que todas as mulheres e meninas possam exercer seus direitos. Com maiores opções contraceptivas, elas podem prosperar como parceiros iguais no desenvolvimento sustentável.

A chefe da Unfpa destaca que o custo da falta de ação é simplesmente alto demais porque mais mulheres e meninas morrem, mais casos de gravidez não intencionais, mais meninas que não têm acesso à educação e mais mulheres negam participar e se beneficiar do crescimento econômico, o potencial de indivíduos e sociedades desperdiçadas.

Kanem disse que não há tempo a perder e que o futuro de todos depende disso.

O Unfpa atua com países e parceiros para alcançar três metas essenciais até 2030 em ações que incluem necessidade não atendida de planejamento familiar, zero mortes maternas evitáveis e zero violência baseada no gênero e práticas nocivas, tais como o casamento infantil e a mutilação genital feminina.

 

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