Novo enviado da ONU vai acompanhar diálogo entre governo e maior partido da oposição em Moçambique

8 julho 2019

Atual embaixador suíço em Moçambique será enviado pessoal do secretário-geral; representante já apoia o processo de paz entre as duas partes como mediador-chefe e presidente do Grupo de Contacto Internacional.

As Nações Unidas anunciaram esta segunda-feira a nomeação do agora embaixador suíço em Moçambique, Mirko Manzoni, como enviado pessoal do secretário-geral no país.

Manzoni deverá facilitar o diálogo entre o Governo de Moçambique e o partido Renamo, na oposição, para a assinatura e subsequente implementação de um acordo de paz entre as partes, revela uma nota emitida pelo porta-voz de António Guterres.

 

António Guterres vai expressar a sua solidariedade com o povo e governo congoleses.
Anúncio ocorre cerca de duas semanas após o encontro entre António Guterres e o primeiro-ministro de Moçambique, Carlos Agostinho de Rosário. Foto: Tass/ ONU DCG

Mandato

O representante assumirá as novas funções após concluir o seu mandato como embaixador da Suíça em Moçambique.

Manzoni tem mais de 20 anos de experiência nos campos diplomático e humanitário. Desde 2014, o embaixador representa a Suíça em Moçambique, apoiando o processo de paz entre o governo e o partido Renamo como mediador-chefe e presidente do Grupo de Contacto Internacional desde 2017.

O anúncio ocorre cerca de duas semanas após o encontro entre António Guterres e o primeiro-ministro de Moçambique, Carlos Agostinho de Rosário.

Falando à ONU News, o chefe do governo moçambicano destacou que foram abordadas questões como estabilidade da paz em Moçambique, avanços políticos e reintegração de homens armados do partido Renamo.

Agostinho do Rosário explicou ainda que nos últimos três anos, as autoridades trabalham nesta questão em várias frentes como alterações na Constituição, descentralização do poder e diálogo com todas as forças políticas e sociais.

Organizações

A outra vertente envolvida é o processo de desarmamento, desmobilização e reintegração das forças da Renamo para evitar o que o primeiro-ministro chamou de “guerra em Moçambique”.

A nota das Nações Unidas destaca a vasta experiência do novo enviado pessoal do secretário-geral na prestação de apoio e envolvimento com governos e organizações internacionais ao mais alto nível.

Manzoni trabalhou com o Departamento Federal de Relações Exteriores da Suíça no Mali e na Polónia. Ele também foi funcionário do Comité Internacional da Cruz Vermelha na República Democrática do Congo e no Iraque.

Formado em arquitetura com mestrado em Gestão e Finanças Corporativas, Monzoni é casado e tem dois filhos.

 

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